12 de Janeiro, 2022

Em 2022, startups gigantes' serão o foco dos investidores

Em 2022, startups gigantes' serão o foco dos investidores

KPMG e Distrito elaboraram a lista com 105 empresas com atributos necessários para atraírem investimentos, bem como com potencial de altos resultados; fintechs lideram.

A KPMG, uma das maiores empresas de prestação de serviços profissionais, em parceria com a Distrito, instituiu a primeira turma do Programa Emerging Giants no Brasil, projeto voltado para ajudar os empreendedores de startups de sucesso.

Segundo Diogo Garcia, sócio-diretor e líder do Programa Emerging Giant da KPMG no Brasil, “Emerging Giant” é o nome dado a uma startup de grande relevância não somente no setor em que se enquadra, mas também das que participaram de rodadas importantes de investimentos e têm se consolidado no mercado.

“As que estão nesse nível geram receitas mais robustas e com elevado potencial de crescimento. Além disso, entendemos que as startups são muito mais que boas oportunidades de investimento, são empresas com o propósito de resolver problemas reais e o sucesso não depende somente do capital”, explicou Garcia.

O relatório produzido pelas empresas contabilizou 105 startups que se enquadravam nesse perfil. Destas, as Fintechs lideram o ranking, representando 27,6% do total de empresas.

Em segundo lugar, estão as Adtechs, com 12,4%, seguida por Retailtechs (10,5%), Healthtechs (5,7%), Edtechs (5,7%) e HRtechs (4,8%). Nos últimos lugares, estão Agtechs (2,9%), Insurtechs (1%), Govtechs (1%), Construtechs (1%) e Autotechs (1%).

Em relação as regiões do país, o Sudeste é onde está a grande concentração das Emerging Giants, com 78,1%. Já a região Sul ficou com a vice-liderança, com 18,1%, seguida pelo Nordeste e Centro-Oeste, ambas com 1,9%.

“Vemos o ecossistema de startups como um excelente motor de desenvolvimento da cultura de inovação e empreendedorismo no Brasil. As Emerging Giants, em geral, são empresas jovens, que utilizam muita tecnologia e estão em crescimento acelerado. Entre as principais características delas, há fundadores que criam negócios inovadores, produtos adequados às necessidades do mercado, tração e atração de investimentos de risco”, afirma Jubran Coelho, líder da prática de Private Enterprise na KPMG do Brasil e na América do Sul.

Ainda, o levantamento apontou que o boom dessas startups ocorrem de 2012 a 2016, com as empresas tendo, em média, 7 anos de atuação. Em relação ao período de fundação das Emerging Giants, a maioria ocorreu de 2011 a 2015, com 62,9%, seguida pelo intervalo de 2016 a 2018 (21%) e de 2000 a 2010 (16,2%).

Ao todo, as empresas possuem mais de 15 mil colaborares e, destas, 40% são compostas entre 100 e 200 funcionários. Além disso, a pesquisa expos que quase 50% dos fundadores são pós-graduados ou estudaram no exterior. 47% dos criadores também já haviam empreendido antes.

Vale ressaltar que as Emerging Giants brasileiras receberam mais de US$ 1,3 bilhão desde 2011. Em média, cada startup recebeu cerca de 2,4 investimentos.

Juntas, elas empregam mais de 15 mil pessoas e 40% têm entre 100 e 200 funcionários. Quase metade dos fundadores têm pós-graduação ou tiveram experiência acadêmica fora do Brasil e 47% contam ao menos com um fundador que já empreendeu antes.

Em média, cada startup com esse perfil recebeu 2,4 investimentos e, desde 2011, mais de US$ 1,3 bilhão já foi investido nas Emerging Giants com operação no Brasil.

Ademais, o CEO do Distrito, Gustavo Araujo, explicou como as empresas realizaram a pesquisa e como basearam-se para levantar os dados e mapear as empresas.

“O Distrito desenvolveu uma metodologia baseada em dados para gerar indicadores que possibilitaram ao corpo executivo da KPMG tomar as melhores decisões para o Programa Emerging Giants no Brasil. Utilizamos algoritmos de inteligência artificial a partir de nossa base de dados proprietária, com mais de 10 milhões de data points. Além disso, integramos aproximadamente 180 variáveis ao longo dos últimos 24 meses, de cada uma das mais de 15 mil startups nacionais monitoradas em tempo real”, finalizou o CEO.

Fonte: Forbes

Imagem: Freepik