02 de março, 2021

Fevereiro se consagra o melhor mês da história para startups brasileiras com recebimento de US$ 275 milhões

Em pesquisa realizada pela startup Distrito, que monitora o mercado de venture capital brasileiro, é visível o recorde de primeiro bimestre no ecossistema de inovação brasileiro, com 85 transações. Já no início deste ano, o aporte para as empresas de inovação foi nada menos do que 85, com 918 milhões de dólares investidos, o equivalente a um quarto do todo recebido ano passado. Se a cena seguir assim, o volume de venture capital injetado em startups no país passará os 3,5 bilhões de dólares acumulados no ano passado já no meio do ano.

Apenas em fevereiro, 38 aportes já foram registrados, somando 275 milhões de dólares, 77% a mais do que no mesmo período em 2020. Definitiva e historicamente, este é o melhor mês para as startups brasileiras da última década. Eduardo Fuentes, analista do Distrito Dataminer, adiciona que os números percebidos são reflexo de uma tendência de crescimento do mercado. E que enquanto as startups amadurecem e desenvolvem suas soluções, a tendência é que as rodadas fiquem ainda maiores.

No dois primeiros meses do ano, os líderes nas rodadas de investimento foram as fintechs, fazendo girar 500 milhões de dólares em 11 aportes. Só o Nubank é responsável por 80% desse valor, já que recebeu um investimento de 400 milhões de dólares em janeiro. Em seguida estão as startups do varejo, com quase 200 milhões recebidos, e as de educação. puxadas pela rodada de 84,5 milhões de dólares da edtech Descomplica.

Quanto a fusões e aquisições, a alta que ocorreu em 2020 se manteve no primeiro bimestre de 2021. Foram 23 fusões e aquisições de startups em fevereiro, contra 21 no mesmo mês de 2020.

Cresce a relevância do VC

Na mesma pesquisa também se destaca a aproximação do Brasil com economias mais desenvolvidas quando se refere ao volume de investimentos de venture capital na comparação com o Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Em 2015 os aportes em startups brasileiras simbolizavam cerca de 0,06% do PIB, atualmente a proporção já é de 0,32%.

Por mais que o patamar esteja longe dos 2% investidos em mercados mais maduros, como China e Israel, a tendência de alta é percebida com bons olhos. Fuentes afirma que, seguindo nesse ritmo, é possível que em alguns anos o Brasil chegue a investir 1% do PIB em startups, patamar igual ao de países como Índia e Reino Unido.

Fonte: Revista Exame

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