10 de Fevereiro, 2022

Investimentos em startups brasileiras chegam a R$ 3 bi em janeiro

Investimentos em startups brasileiras chegam a R$ 3 bi em janeiro

Segundo o levantamento mensal da Inside Venture Capital Report, o mês de janeiro teve um total de R$ 3 bilhões em aportes. Os investimentos foram divididos em 48 rodadas, destas, 32 foram em eraly stage, enquanto 16 em late stage.

As fintechs novamente foram as que mais receberam investimentos (R$ 1,6 bilhão), sendo a maior parte capitada pela Creditas (R$ 1,3 bilhão). Em segundo lugar foi composto pelo segmento de Real Estate, com R$ 175,8 milhões, seguida por SporTech (R$170 milhões), RetailTech (R$ 116 milhões) e HealthTech, (R$ 56,8 milhões).

Contudo, os valores são inferiores em comparação a janeiro do ano anterior (27%), uma vez que durante o período, o Nubank captou uma rodada de série G de R$ 2 bilhões, batendo recorde no setor. De acordo com o CEO do Distrito, Gustavo Gierun, o fato de o investimento ser menos não significa que o mercado está enfraquecendo: “Fevereiro, abril, julho e setembro do ano passado, por exemplo, viram aportes mais baixos do que agora”, justifica o executivo.

M&A no início de 2022

No primeiro mês deste ano, foram realizadas 20 fusões e aquisições, tornando o mês de janeiro de 2022 como o maior número de M&As da história. Dentre as empresas, destaques para a aquisição da Stilingue pela Take Blip; da Projuris pela Softplan; e da Inovamind pela Totvs.

“É possível ver que, mesmo em um cenário de incertezas macroeconômicas, inflação alta e subida de juros, investimentos de venture capital continuam apresentando cifras altas. A transformação digital das empresas permanece acontecendo, e é um processo infinito de renovação que precisa de cada vez mais soluções tecnológicas e robustas para sustentar o crescimento do mercado brasileiro”, diz Gierun.

“O número de M&As é um indicativo de que esse movimento continuará para o resto do ano e que o ecossistema possivelmente alcançará novos recordes”, complementa Gierun.

Nesse sentido, o diretor acredita que, em 2022, o Distrito irá receber uma grande quantidade de mega rodada.

Do mesmo modo, a empresa deseja aumentar o número de investimento early state, especialmente pela quantidade cada vez maior de aportes que estão focando em empresas latino-americanas.

Por que as startups bateram recordes de investimento em 2021?

As startups brasileiras bateram recorde de investimento no ano passado. Ao total, foram R$ 49 milhões em aportes, o equivalente a 2,5 vezes o volume de 2020. No mês de dezembro, foram investidos R$ 2,9 bilhões.

O estudo levantado faz parte do Inside Venture Capital, relatório elaborado pelo Distrito, com partipação do Bexs. Ainda, a análise informou que houve 779 transações realizadas durante o ano passado.

Vale ressaltar que o último ano também foi responsável pelo maior número de novos unicórnios, totalizando 10 empresas que passaram a valer mais de US$ 1 bilhão: MadeiraMadeira, Hotmart, C6, Mercado Bitcoin, Unico, Frete.com, CloudWalk, Merama, Facily e Olist. Dessa forma, o Brasil já soma 21 empresas com o status.

As fintechs também foram destaques durante o período, sendo o setor que mais recebeu investimentos (R$ 19,3 bilhões) em 176 rodadas, seguido

Em 2021, o setor que recebeu maior volume de investimentos foi o de fintechs, que captou R$ 19,3 bilhões em 176 rodadas, seguido pelas retailtechs, com R$ 6,8 bilhões aportados em 87 transações e pelas Real Estate, com R$ 5,2 bilhões em 32 rodadas.

Outras startups que obtiveram destaques foram as empresas da área da saúde, com R$ 2,3 bilhões captados ao longo de 69 negociações, e as de mobilidade, que receberam R$ 2,1 bilhões em 20 transações.

Fonte: Assessoria Prosper Capital com informações de Forbes

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