18 de Janeiro, 2021

Marketing, Aceleração e Investimento para Negócios Inovadores

Anderson Diehl e José Inácio Martins, a convite da Prosper Capital, trazem até você suas experiências, dicas e insights sobre marketing e o processo de aceleração e captação de recursos para negócios baseados intensamente em tecnologia.

Anderson Diehl é mestre em marketing, mentor do Founder Institute e da Inovativa Brasil, e também acumula a função de líder de comunidade das aceleradoras WOW, Ventiur e Grow+.

Diehl formou-se em administração de empresas, fez mestrado em marketing; e, depois que entrou na área digital, já são 20 anos desenvolvendo sites, gerando leads, vendendo desde passagem aéreas, aluguel de carros etc

Ignácio Martins trabalha com aceleração de startups, sendo apoiado por mais de 60 empreendedores, na Semente também suporta automação de processo, participando do desenvolvimento de algumas metodologias, é engenheiro civil pela UFRGS, especialistas em negócios inovadores de startups, foi bolsista do projeto de empreendedorismo da UFRGS, e é co - fundador e diretor do projeto EJECiv.

Martins: “Eu sou um engenheiro civil que odeia obra, odeia cheiro de cimento e isso motivou um pouco a minha guinada na carreira para uma área que tem mais a ver com o empreendedorismo tem mais a ver com inovação e já vão fazer aí cinco anos que eu tô trabalhando diretamente com startups aqui no ecossistema do Rio Grande do Sul, a Semente também me proporciona trabalhar em outros ecossistemas do Brasil, em diferentes realidades que a gente leva a Inovação para para vários tipos de empresas diferentes e espero hoje aqui trazer um pouco dessa nossa visão, da visão da Semente, da visão que eu tenho, construí e sigo construindo conforme for atuando nesse ecossistema.”

Sandro, da Prosper Capital, então, pergunta a ambos:

Se vocês começassem a empreender hoje, por onde começariam uma empresa? Quais os problemas mais latentes a serem resolvidos?


Anderson Diehl: Se eu fosse começar uma empresa hoje a primeira coisa que eu analisaria, seria o tamanho de mercado, porque quanto maior o mercado, menor seria o teu esforço para conseguir ter algum resultado positivo, quanto mais inchado for, quanto menor o mercado mais tu tem que desenvolver o negócio como um todo para conseguir ter um resultado bacana. Então quando tomei a decisão de entrar no mercado do Turismo la em 2000 quando eu comecei a construir esse projeto todo ao longo desses 20 anos eu sabia que eu era um Mercado Global de 8.3 tri anuais mais, então é um mercado Super reprodutivo, representa quase 10% do PIB global. Então por menor que fosse a fatia que eu ganhasse desse mercado, era um mercado extraordinário tanto que no meu melhor ano de operação, o faturamento geral de toda a operação entre reserva de hotéis, passagens aéreas, aluguel de carro, foi de em torno de 58 milhões, em um ano só, transacionando pelas plataformas de aluguel de carro, passagens aéreas e reservas Então a primeira dica que eu daria, seria isso, mira num mercado grande que vai ser menor o teu esforço pra conseguir algum resultado positivo. Quanto a segunda pergunta, quais são os problemas mais latentes a serem resolvidos hoje ao iniciar uma operação, eu acho que o problema, eu acho que é importante e é latente, montar time é um problema, hoje a gente sente uma baita necessidade de desenvolvedores e o mercado absorvendo profissionais de uma forma absurda, então eu acho que é um problema e ao mesmo tempo é um ponto extremamente importante, porque um time ele desenvolve qualquer negócio porque negócio ruim, tu vai lá pivota tu vai tá ligando, remodelando ele, tu muda ele, consegue refazer um negócio começar. Eu sou um caso clássico disso, eu comecei todo o meu negócio pensando na venda de Publicidade e fui ganhar dinheiro com reservas, porque eu fui ter a ideia de desenvolver esse negócio online em Setembro de 99, quando o pessoal do Terra foi fazer uma palestra quando tava fazendo mestrado, e o quê que era a internet, o que que iria ser a internet, eu fiquei fascinado com aqueles banners de 60 mil 70 mil, 80 mil, 100 mil reais, pô fantástico isso, tanto que mirei no curso de Publicidade mas não consegui, no primeiro ano gramei, no segundo ano gramei, foi quando pivotei pra que eu consegui fazer o negócio dar certo. Então eu diria que é time e também é gestão de recursos. Eu sofri muito, um dos motivos hoje, porque eu me preocupo tanto em ajudar empreendedor, um dor que eu tive, eu tive que vender tudo que eu tinha na minha vida de tudo que eu construí até 2000, eu vendi tudo até 2003/2004, tudo mesmo, vendi carro, vendi apartamento, vendi sala, vendi até as vaquinhas que tinha lá na terra da minha mãe e, coincidentemente, eu tive ajuda dos Três “F”s, foi um amigo e um tio que me ajudaram, que me suportaram em algum momento que eu precisei né, foram os meus sócios num primeiro momento, e hoje não, hoje tem todo esse ecossistema lindo, proporcionando conexões, proporcionando investimento, a Semente fazendo um trabalho extraordinário, tem as aceleradoras Ventuir, Grow+, a Wow, na qual eu e o Sandro somos investidores juntos, hoje tem, imagina, a Inovativa, que é o maior programa de aceleração gratuito de Startups da América Latina, e todo o trabalho é feito pro bono e por nossos mentores e líderes de comunidade. Então, nossa, nem se fala, hoje eu acho que está muito mais fácil, pensando nesses aspectos que são difíceis num primeiro momento.

Sandro: Legal, Anderson. Realmente tem um mercado de investimento semente, de investimento anjo, ele teve um desenvolvimento muito importante no Brasil, nos últimos anos né, internacionalmente ele é bastante mais desenvolvido, e aqui no Brasil a gente começou a ouvir falar nos últimos 10 anos né, então, dentro dessa linha eu acho que é bem importante a evolução, a maturidade do mercado. De certa forma até a legislação tá muito mais prática em relação a isso né, então é uma diferença bastante grande do que pegar o mercado 10 anos atrás. Bom, José Ignácio, conta pra nós, se tu fosse começar a empreender hoje, por onde começaria a empresa e quais são os problemas mais latentes que você entende que precisam ser resolvidos nesse cenário?


José Ignácio: Show, muito bom que o final da fala de vocês conecta muito com a resposta que eu já vinha pensando em dar para isso né. E talvez até seja uma resposta não tão comum, não tão padrão assim, que a gente percebe no mercado, mas eu, se eu fosse empreender uma empresa hoje, a primeira coisa que eu me preocuparia seria em criar um lastro de dinheiro, um lastro de segurança financeira que me dê um tempo, um run away interessante para eu conseguir fazer vingar esse negócio. Esse eu acho que é um ponto, que pode parecer às vezes óbvio, mas eu acho que é um ponto legal de trazer aqui porque no que eu acompanho de startups, muitas vezes o empreendedor, ele desvia do caminho, ele não toma as melhores decisões ou ele precisa se arriscar mais do que deveria, justamente por não ter essa segurança de um astro financeiro que bons empreendedores ou bons contextos trazem né. E também sempre reforçando né, empreender por padrão já é algo muito arriscado, empreender um negócio inovador é ainda mais, ganha um nível a mais de risco ali. Então se eu fosse empreender hoje, a primeira coisa que eu buscaria garantir seria um astro, alguma fonte de renda que me permitisse ter esse empreendimento como uma certa segurança, diminuir esse risco né. Eu acho que o caso que o Anderson contou ali, ilustra um pouco isso e o ecossistema vem evoluindo justamente para isso. Tu fala do ecossistema brasileiro, a gente percebe num ecossistema mais desenvolvido, o ecossistema americano, existe capital em abundância para quem tá só com uma ideia, para quem quer pegar uma boa equipe lá, juntar gente com muito potencial e lançar uma ideia, tem gente que financia isso, e aqui isso ainda é um pouco raro, bastante raro eu diria. Então a gente acaba tendo que recorrer para outras fontes. Complementando a resposta do Anderson, eu acho que foi muito boa para essa pergunta, um outro ponto que eu olharia seria olhar um pouco para dentro, para mim, e pra equipe que eu juntasse nisso aí e perceber se tanto expertises, quanto propósitos que eu gostaria de trabalhar. Então, por exemplo, eu gosto muito de estudar e trabalhar com educação, talvez fosse um mercado que eu me sentiria confortável e conseguiria entregar alguma coisa de valor para esse mercado. Então para os empreendedores que estão começando, eu sugiro dar uma olhada em o que que a minha equipe, o que que eu sei, domino, que networking que eu tenho e em quais mercados, porque isso, assim como estar entrando em um mercado grande, atalha vários caminhos, e por fim, de problemas, olhando para os problemas que o mercado tem, que a gente pode resolver, a gente tem uma demanda bem latente que já era emergente antes e agora tá mais ainda que é de digitalização e transformação digital de negócios tradicionais. Isso é uma coisa que eu vejo que muitos negócios estão perseverando na pandemia justamente por trabalhar com isso. Então eu acho que é um dos problemas que eu vejo que ela tem para resolver que empreendedores podem usufruir daí né. Enfim, a gente tem todo uma outra gama de oportunidades tecnológicas que vem na frente, mas olhando para mercado, não abordando a pergunta da mesma forma como Anderson, eu vejo isso como uma oportunidade a ser resolvida.

William: Legal, acho que é uma questão bem importante né, a gente vive um mercado que está muito na tecnologia, a gente está hoje aqui conectado também por causa disso. A quarentena, a pandemia trouxe essa percepção de que a tecnologia ela tá totalmente embarcada em quase todos os negócios, e perceber isso e como que isso se aplica a todos os negócios é realmente bem importante. Zé, vou começar contigo agora essa pergunta, depois eu passo para o Anderson, e dada essa situação, entendendo que existe um mercado, que existe um problema latente a ser resolvido, o que que vocês recomendariam para um empreendedor ou o que que vocês fariam para encontrar o product Market fit, que é o que as stratups falam bastante aí que é aquele encontro entre o produto que está sendo desenvolvido e o mercado, que, hoje, muitas empresas, mesmo convencionais, que já estão no mercado há bastante tempo, estão tendo que rever esses conceitos, rever esse product Market fit, rever essa situação, se realmente aquele produto que está sendo desenvolvido está endereçando esse mercado ou não, se ele está pendente de uma inovação que vai acontecer e que vai fazer com que essa empresa perca mercado. Como é que vocês fariam então esse processo?


José Ignácio: Perfeito, ótima pergunta, muito disso é o meu trabalho na Semente, eu pego negócios bem em estágio inicial de ação, a gente busca levar eles para o PMF, para o product market fit, enfim, eu vou ir mais além disso, e a primeira questão que eu vejo que é essencial e por mais essencial, eu acho que a gente que está no ecossistema percebe isso de novo como Óbvio mas para quem está entrando não é óbvio é entender que todo negócio resolve um problema, negócios existem para resolver problemas das pessoas ou parar endereçar “jobs to be done”, trabalhos a serem feitos, e eu acho que parte importantíssima do product market fit vem de um entendimento profundo que a equipe de fundadores tem do problema e esse entendimento profundo vem de uma exploração de uma conversa direta e de um entendimento do contexto que os clientes ou potenciais clientes daquela Startup vivem e convivem com ele, então o primeiro passo que eu coloco, é partir do básico e sentar com o teu cliente, conversar com ele e entender profundamente como é que ele aborda o problema que ele sofre, que soluções que ele já buscou para isso, como que isso impacta a vida dele e todos os aspectos que envolvem um problema; depois disso, entendendo bem o problema, e, principalmente, validando que aquilo é um problema real, não é um problema só na minha cabeça, eu acho que vem uma etapa que prepara o negócio e o mercado para entregar uma solução que é uma etapa, que na Semente a gente chama de engajar, é uma etapa de engajamento de público alvo onde eu começo a reunir por várias formas, potenciais clientes em torno de uma comunidade que eu vou criando, eu começa a criar laços cada vez mais fortes, um número grande o suficiente de clientes. Isso é importante porque valida, parcialmente, que existe um mercado ali, que mais pessoas sofrem daquele problema, me aproxima cada vez mais do cliente, mas principalmente isso me prepara pra quando eu desenhar uma solução e eu tiver uma solução minimamente viável pronta eu vou ter para quem entregar, eu não vou precisar gastar tempo ou tá com uma solução na mão e não tem ninguém para testar acabar não tendo aprendizados quanto a isso. E a última grande etapa, grande estágio desse desenvolvimento que eu percebo para chegar no product market fit é justamente sentar, absorver todos estes conhecimentos e traduzir eles em alguma coisa palpável, uma coisa entregável para esse público, então há alguma solução de algum tipo que resolva o problema do cliente que eu engajei e daí vem todo um processo de,.. isso não é uma entrega simples, quando a gente pega o conceito de MVP de produto mínimo viável, eu sempre gosto de abordar ele como um processo mínimo viável porque ele não é só uma entrega que tu vai lá e tá pronto, demora para sair do MVP, tu começa no MVP e tu tem várias e várias versões de uma solução a ser entregue para o cliente e isso é o teu negócio se aproximando do product market fit, isso é a solução, primeiro idealizada lá só com as ideias da tua cabeça sendo estressada no mercado pelos clientes e sendo lapidada por esses clientes até chegar em algo mais robusto, algo mais sólido para frente.

Sandro: Anderson, tu que adora startups e investe em startups de e já fez vários negócios, como é que tu vê essa diferença?


Eu sou da opinião de que vende sempre, tenta vender até desenvolver, eu acho que se alguém consegui ir no mercado primeiro, ouvir o cliente, ouvir as pessoas e identificar a dor e desenvolver a solução a partir do que o cliente falou, fica muito mais fácil de ter sucesso. E vou citar para vocês um exemplo clássico aqui eu vou acabar citando aqui também várias vezes mas ele é um exemplo muito bacana. Eles tinha uma solução há 9 meses, vendia um B2B num pitch lá com 8 startups de uma banca eles ficaram em Sétimo, mas eu vi uma baita de uma oportunidade, aí eu falei para eles ó, gostei do negócio de vocês, achei muito bacana mas eu preciso fazer o seguinte eu preciso vender isso também, eu preciso que alguém compre essa solução de vocês e daí como é que é o raciocínio que eu fiz, porque eles vendiam a solução a 4 e 90, era muito barato, eles vendiam a solução num mercado de be to see (? 18:07) mas eu pensei o seguinte, nós temos 16 milhões de CNPJ no Brasil, e se eu conseguir que eles vendam essa solução, que nós consigamos vender essa solução a 500 reais por ano, por empresa, eu boto 10.000 empresas, eu vou ajudar para vender pra 10.000 mil empresas, a gente vai ter cinco milhões de faturamento anual, todo mundo passa a vida de todo mundo e fica um negócio bacana, e resolve, nenhuma startup precisa ser unicórnio, eu acho isso muito importante, acho que a gente tem que criar negócios sustentáveis, que já imprimem renda, que façam a economia rodar, que faça a roda girar, sou o primeiro dessa opinião. O quê que foi feito então, eu falei com duas empresas, o cliente disse: não dá, essa solução não serve,  minha API tá pronta no Whatsapp. Até que eu falei para ele que nós temos um API,  poder plugar no teu site , tem 5 mil imóveis, vai funcionar. Ele me disse que eu ia criar um problema. Perguntei porque, e ele disse: porque eu tenho 700 corretores, daí eu pensei se a gente conseguisse botar esse link pros 700 corretores você paga? Ele disse de pronto: eu pago. Daí, pronto, arranjei um “be to be” para vender para essa a empresa e foi daí que os guris ficaram três meses desenvolvendo a solução para em Julho de 2018 lançar, e assim foram devagarinho, aos poucos, conquistando mercado e sempre ouvindo muito o cliente, tanto que agora já estamos lançando a “Store” né,  tem mais o “Desk” que já salva as conversas, e sempre ouvindo o cliente. E tem uma coisa muito bacana quando tu ouve o cliente, que te permite criar uma solução que ela se torna escalável dentro da própria operação pro próprio cliente. Então tu não só vende uma solução pro cliente, como tu consegue fazer vendas em cima da própria carteira. Então é uma forma que tu tem de aumentar a receita, sem aumentar propriamente a tua carteira de clientes, então eu vou assim, premissa básica: ouve o cliente, encontra ali o teu product market fit, e depois continua sempre ouvindo o cliente, melhorando a tua solução, entregando valor, porque é até uma forma de tu não se tornar insubstituível é sempre tu agregando valor, então sempre que tu agrega valor a tua solução, tu vai fidelizando mais e mais, então assim tu trabalha retenção, churning baixo e tem uma receita pronta pro sucesso que eu acho que o caminho é mais ou menos por aí.

José Ignácio: interar esse processo de validação né?! até quando tu já tá com um empresa mais avançada já tem clientes se tu fez bem aquelas partes iniciais, se tu incorporou isso na tua operação, isso serve para vida toda. 

William: só completando o Anderson falando, o product market fit fazendo o churning negativo, que é tu consegui gerar Cross sell e o Up Sell por conhecer o seu cliente e depois que tu conquistou esse cliente, tu conhecer cada vez mais esse cliente e saber como que eu posso gerar ainda mais vendas e ser mais competitivo e estar melhor alocado no cliente


Anderson: nós já temos quatro soluções dentro da empresa, até encurtador de link a gente está desenvolvendo para Natura agora, num projeto incrível que a gente está fazendo pra eles. 1.200.000 consultoras. 

Sandro: Quando a gente olha para Marketing e aceleração de negócios, quais são os aspectos mais importantes que tem que ser levado em consideração, o que você considera, num primeiro momento para ser a ação do negócio, aquele parâmetro, o Pareto 80/20, aquilo que vamos tratar primeiro para depois olhar aquilo que tem menor Impacto, aquele que gera mais impacto nos resultados e quais são as coisas que você não perderia tempo?


Anderson: Na verdade sempre quando eu tô avaliando qualquer startup, seja para indicar para uma aceleradora, seja mutuamente para entrar investindo direto eu sempre analiso como é que ele faz aquisição de clientes, porque eu acho que, premissa número um, nenhuma startup precisa de  investimentos, toda startup precisa de clientes, startup é boleto. Eu acho que qualquer negócio é boleto, mas startup o negócio é vender, então um dos aspectos, depois que eu vejo que lá tem um time, tem uma solução relativamente robusta, pronta para o mercado, que consiga entregar valor eu vou analisar como é que estão os teus canais de aquisição, porque essa é, na verdade, uma dor latente nos empreendimentos, a forma como se faz aquisição. Eu gosto muito, tenho fascínio pelo digital pela capacidade que tu tem de escalar ele. Quando comecei o negócio 20 anos atrás, eu imaginava o seguinte, o gramado.com.br no shoppingzinho, que se eu botar ali, dia desses lá pra dentro, eu vou vender reserva do Hotel, vou vender restaurante, eu vou vender passeio, essa era a dinâmica, e é uma ferramenta com uma geração de Leads quase que infinita não, porque, claro, fica limitado aos seus quatro, cinco milhões de visitantes que recebem todos os anos, mas imagina ter quatro, cinco milhões de possíveis clientes todos os anos então é um baita de um negócio, mas tem algumas soluções que é commodity, que eu tenho lá pro meu aluguel de carro, eu simplesmente posiciono o site, cliente procura aluguel de carro na internet, cai no site e ele consegue fazer a reserva online sozinho. Então eu acho que uma das situações que tem que entender é a seguinte: qual que é a tua são solução e qual o nível de complexidade que você tem para vender ela. Então o que que é muito fácil de fazer no primeiro momento, é fazer a aquisição via tráfego pago, que ele fica fazendo um estratégia de ROI, se a conta pagou, tá dando ROI, vai reinvestindo e vai fazendo Growth pô, tá excelente, mas ao mesmo tempo, mesmo tendo uma estratégia de ROI, sendo um negócio que tu pode fazer aquisição digital, o SEO se mostrou extremamente efetivo em todas as operações que eu consegui entrar e ele funciona muito porque tu tem um alto investimento no curto prazo, porque tu tens que construir o castelo, na verdade tu tem que construir a base do Castelo para depois fazer a aquisição de forma contínua e a ponto que o que tu plantou, ele vai te proporcionar uma audiência recorrente lá na frente, então por exemplo, já teve duas, três startups que receberam investimento, eu orientei eles: pega 20,30% desse recurso, cria uma estratégia, investment strategy de SEO, porque tu vai ver que quando eventualmente estiver acabando o teu dinheiro no ciclo de 12 meses e tiver acabando o teu investimento, tu já vai ter uma base de geração de Leads contínuo então numa relação 80/20 o que que eu focaria né, é ó, tu já tem uma estratégia bem definida que tá funcionando segue ela seja uma outbound seja inbound, se tu tá construindo algo do zero, vai via tráfego pago num primeiro momento, que é a forma que tu tens como fazer ROI e vai construindo uma estratégia de digital e é lógico, além disso, eu construí negócios fantástico em cima de parcerias e afiliados, tu utilizar força de vendas de outros para vender o teu serviço também é excelente. Uma das coisas que a gente conseguiu crescer muito na Suiteshare foi exatamente as integrações com CRMs, porque daí, no fim, hoje nós estamos no Market place da Ideia, enfim, tem outras empresas ofertando nossas soluções também, no momento que a gente acaba entregando o valor pra outras empresas, outras empresas mostram, como a gente está numa posição de topo de funil , a gente facilita, a gente entrega valor para outras soluções, então esse é outro aspecto que deve também ser levado em consideração que eu tenho de parceria. As parcerias fortalecem e te aceleram o crescimento de uma forma absurda em certos momentos né então sempre analisar parceria, afilhado, as redes sociais estão funcionando hoje super bem. Eu tenho alguns projetos que eu estou dando mentoria que estão conseguindo fazer crescimento de 20, 30%, que entrou Covid, parou de vender, conseguiu fazer utilizam as redes sociais, influenciadores e aumentar a renda em 20, 30% além do que já vinha vendendo, continuou vendendo e cresceu ainda. Então, enfim, hoje é uma vantagem que nós temos é que hoje tem um universo tão grande que até anos atrás tinha jornal, revista e tv, a gente ficava limitado esses meios né, hoje você tem uma onda de possibilidades de fazer aquisição de formas diferentes né, então, enfim, analisar oportunidades, ver se o produto, eventualmente se encaixa em qual segmento, se consegue ser online, se não consegue, e buscar os parceiros estratégicos para fazer esse movimento crescer.

Sandro: Excelente, e essa preocupação, realmente, de manter o topo do Funil bastante cheio né, ele é importante porque vai dar recorrência ao longo das operações, ao longo da trajetória da empresa né. Ter um pouco mais de Independência em relação aquele investimento, mas consegui fazer isso de uma forma consistente no crescimento, é muito bom, excelente.


Anderson: E consistência é tudo para qualquer coisa na vida, seja para negócios, tu tem que ficar no triângulo sempre né, aquela cadência né, ser consistente é essencial para fazer qualquer coisa dar certo.

Sandro: É disciplina, consistência e credibilidade ao longo de toda a jornada né, isso aí realmente dá um resultado muito bom. Zé Ignácio, conta para nós como é que você enxerga a questão de o que é mais importante investir no marketing para acelerar crescimento, o que você consideraria o parâmetro 80/20 dentro de um pareto de melhores resultados?


José Ignácio: a fala do Anderson é bem completa nesse sentido, ele tem esse viés muito do marketing digital que está absurdamente em alta em vários negócios escaláveis né, mas eu gostaria de complementar com dois pontos que eu acho interessantes: de início, eu trabalho às vezes com startups em estágio bem Inicial que por vezes nem sabem quais canais começar a utilizar, isso é uma dor que eu percebo nelas, e um jeito de resolver, de abordar esse problema é voltando para o básico né, entendendo o teu cliente, e entendendo onde que o teu cliente tá, que canais que o teu cliente já usa, que canais que o teu cliente usa para consultar soluções parecidas com a tua, como que é o comportamento desse teu cliente na rede social, ou no off online. Eu acho que isso joga uma luz sobre possíveis canais a serem testados, e os exemplos que o Anderson trouxe são perfeitos disso, quando tu encontra um canal rentável, investe nele com consistência, esgota ele, trabalha ele ao máximo que ele tende a ser um canal desses 20% que vai dar o 80% do resultado né, mas voltando ao um ponto interessante que eu gosto de trazer sempre, pontos de atenção né, cuidar com a super deferência (ou dependência? 29:46) de canais, então se eu trago todos os meus clientes por um único canal isso não necessariamente é ruim, mas é um ponto de atenção. Eu posso, por qualquer razão que seja, perder aquele canal, aquele canal parar de funcionar e daí meu negócio pode ficar em apuros, então trabalhar esse outro esforço que tu tem em fazer pequenos testes, fazer pequenas interações com os diversos canais que a gente tem de possibilidade aí, para encontrar o próximo canal rentável que a gente vai ter na nossa frente né, porque em algum momento os canais vão saturar, vão parar de ter a efetividade que eles teriam antes e a gente precisa estar pronto com uma nova fonte de LIDS forte ali para manter o nosso negócio e garantir essa consistência. E um pouco do que o Anderson também falou de trabalhar paralelamente canais de curto prazo e canais de longo prazo igualmente né, porque tu prepara o curto prazo para ter o resultado e manter a tua operação rodando, enquanto tu faz essa base, esse lastro do teu negócio para o crescimento mais exponencial lá na frente. Então, entender também quais canais de marketings tem um resultado mais a curto prazo e quais tem o resultado mais a longo prazo para ter essa diversidade no processo.

William: Legal, muito bacana, a gente até teve uma outra live na outra semana, a gente estava falando sobre marketing e comunicação e como é importante que isso esteja bem conectado dentro da empresa, entendendo essa dinâmica do negócio né, dinâmica do mercado, dinâmica do produto, a dinâmica da relação com os clientes, exatamente tudo isso que vocês trouxeram, realmente tem que ta muito bem claro ali para poder definir aonde que vai gastar energia para poder gerar resultado né, e falando um pouco no outro viés dessa mesma questão eu queria trazer, pode começar com o Zé, quais são os erros que as pessoas percebem que as empresas mais cometem nessa área na área de marketing na área de trazer, tentar formatar um canal ou alguns canias para trazer clientes né, é compreensão de perfil de mercado? é ter um foco no produto? Quais as percepções de vocês em relação a isso?


José Ignácio: Sim, eu acho interessante que tem um uma questão que sempre me incomodou quando a gente fala de marketing, principalmente marketing digital que é muito comum a gente ver discursos que vendem uma bala de prata para o marketing digital. Já foi marketing de conteúdo que inclusive, que é um canal muito bom, já foi lançamento meteórico, essas coisas, já foi várias ações que se vendem ou tem um hype da moda ali que acabou sendo o canal de marketing no momento, isso eu acho que pode induzir muitos empreendedores a um erro que muitas vezes é fatal, de ir muito afoito para um canal que eles tem absoluta certeza que vai dar certo e acabar investindo todo o gás que eles tem para adquirir novos clientes naquele único canal e, enfim, negócios inovadores é um problema de Gestão de Risco, de assunção de risco, melhor dizendo. E o empreendedor, um bom empreendedor sabe como assumir riscos de maneira a preservar o negócio dele no longo prazo, então, assim, chutando o número, a maioria dos maiores erros, os erros fatais que eu vejo em investimento de marketing ele tem por fonte acreditar que aquele discurso, aquele canal ou aquela estratégia com certeza vai dar certo e é uma bala de prata. Então eu sempre, como consultor, como quase um Advogado do Diabo ali na orelha do Imperador eu sempre trago esse cenário mais pessimista de, tá, e se isso que a gente acha que vai acontecer acaba não acontecendo por qualquer questão né como é que tu fica, o que que é isso impacta no teu negócio? Se a resposta for muito crítica, é ponto de atenção, é para dar um passo atrás, acalmar as coisas e entender melhor as alternativas, e daí as outras questões acho que vem em um pouco nisso né, se tu não fez aquele trabalho de exploração do cliente, do problema do cliente bem o suficiente, tu vai acabar não entendendo quem é esse cara e perdendo todo o desenho de perfil de mercado, perfil de cliente, canal que tu precisa ter para desenhar uma estratégia robusta o suficiente para ser testada, não necessariamente uma estratégia que vai dar certo, mas estratégias que faça sentido ser testada para ver lá na frente se tem ROI positivo.

William: Legal, uma coisa que tu falou, eu me lembrei, algumas vezes a premissa né, como tu falou, ela tá tão mal definida que o empreendedor vai lá e faz o teste e diz: pô, esse canal não funciona para trazer esse cliente. Mas na verdade a relação de quem a empresa acha que é o cliente ou o que ela acha que o produto realmente entrega de valor não tá bem definido e aí o gasto acaba sendo um desperdício de dinheiro porque existe um passo antes que não feito. Anderson e a tua percepção?


Anderson: Cara, na verdade, William, vou continuar a tua fala, numa falha que a gente identificou numa das nossas operações. Quando tu comunica uma oferta que atrai atenção do cliente, o cliente acaba convertendo, ele converte, mas na verdade a oferta não está tão adaptada a promessa. O que que acontece? Esse cliente contrata e “churna” né? Então é engraçado, que inclusive, numa reunião de board, nós estávamos, eu falei o seguinte, nem o nosso Churning tá correto, porque na verdade, o Lead entrou errado, então esse LID não deveria ter convertido. Então, no fim, acaba tendo um viés, uma percepção errada, achando que o negócio tá com churning elevado, mas na verdade não é o CHARNER elevado, a gente tava fazendo a aquisição do cliente errada, então a primeira dica, eu poderia fazer uma lista, eu parei no quinto aqui, eu poderia ir longe nessa lista, porque errar é muito fácil né, errar é muito fácil quando a gente pensa em estratégia. A segunda que a gente tem que cuidar muito, vou até citar um exemplo para vocês, cuidar muito da forma como tu vai fazer a oferta, porque às vezes tu gera uma expectativa muito grande em relação à oferta, daí tu vai lá e coloca o teu produto no mercado, só que a tua oferta é muito menor do que a demanda. Um caso clássico disso, que eu falo pra vocês, trazendo pra parte de produto, não sei se vocês vão recordar da época da Kaiser Bock, mas eles fizeram baita de uma campanha, um campanha absurda, aqueceram todo o mercado e quando viu, a produção deles foi menor do que a capacidade que eles tinham de vender e aqueceram todo o mercado como um todo, eles fizeram um marketing tão forte e eficiente que elevou toda a indústria a vender mais né, porque eles foram lá geraram a super promoção do produto, mas não tinham capacidade de atender, então isso é algo que tem que cuidar porque isso é algo que vai gerar problema, por quê? Porque isso gera uma geração de LIDSs maior, trazendo agora pra serviço, do que tu tem capacidade de atender, tu tem gargalo no teu ponto de atendimento, tu não converte e tu ainda frustra. Tu não só converge como tu perde. Então tem que cuidar muito até quando a gente tá falando de SACs. Outra questão que também é muito importante, a questão de ouvir o cliente e ter muita atenção ao produto, isso é extremamente importante porque quando o produto não está completamente pronto e tu vai ao mercado com muita sede ao pote, tu corre o risco de gerar uma quantidade de Leads absurda, converter esses Leads, mas como a expectativa em relação ao produto não está adequado, tu acaba tendo um Churning enorme. Então tem que cuidar muito, então acho que o foco no produto é sempre importante, tanto que agora nós temos umas ferramentas novas no Suiteshare, nós estamos abrindo tudo gratuitamente, por quê? Pra deixar o cliente usar, estressar a solução e ver o que tem que melhorar, nos ajudar a melhorar a solução, e depois o cliente vai pagar por isso. . A outra coisa que é extremamente importante, eu acho, em relação à estratégia, é o seguinte, o cliente quando tá dentro de casa, é muito importante que tu consiga ficar nutrindo ele, de forma que mantenha ele engajado na solução, porque depois que tu converte, se ele não utiliza, tanto que agora na Pipe a gente até criou uma academy e a gente, dentro da academy, na nossa reunião de (??38:00) na semana passada, ratrasada, a gente começou: vamos começar a”gameficar” porque a gente vai identificar quais são os colaboradores da empresa que estão mais engajados na solução, inclusive quando entrar um colaborador novo, a gente vai dizer: treina com aquele cara lá porque através da “gameficação”, e a gente sabe quanto o cara tá envolvido com a solução, a gente consegue fazer com que esse cara seja um promotor, e a gente consiga evitar o Churning porque quanto mais tu mantém o cliente engajado na tua ferramenta, mas fácil é de tu ter retenção dele.

Sandro: Muito bom, Anderson quando a gente fala em oferta né, eventualmente tem algum mal entendimento a respeito, e o conceito que a gente tá procurando entender, de certa forma, é que a oferta, ela é um tripé né, de marketing comercial e entrega, operações, aquilo que tu comunica, aquilo que é comercializado e aquilo que realmente é entregue ao cliente, então ele é uma composição desses três conceitos, e tu concorda com isso?

Anderson: Sim, inevitavelmente se tu tiver problema em algum dos pontos, tu corre o risco de eu frustrar a experiência de uso, ou tu frustra a experiência de compra, ou tu acaba frustrando, inclusive, até a expectativa que o teu time interno tem em relação a oferta que está gerando. Então, tu não só frustra o cliente, como tu acaba frustrando o teu time de vendas também, porque se a comunicação não é adequada, vai dar ruído, inevitavelmente vai dar ruído, isso é fato.

Sandro: Legal, interessante. Eu queria entrar num assunto bastante peculiar para nós aqui, de certa forma, em relação a uma estratégia de investimento, captação de investimento, qual que é o grande diferencial, que são observados nas empresas que mais crescem? Se vocês quiserem compartilhar algum “case” que vocês entendem que vale a pena, eu acho que é importante para quem está nos acompanhando né, começando com o Anderson agora.


Anderson: Cara, acho que o foco no cliente é o que proporciona o maior crescimento para as empresas, quando tu está ouvindo o teu cliente, tu tá entregando as expectativas do teu cliente, tu está conseguindo tá retendo, tu consegue reter clientes, e não só reter clientes, o fato de ter cliente satisfeito, tu pode utilizar várias estratégias e aquisição, se é no B2C , tu vai e desenvolve um “member get member”, se é no “B2B” to pega o próprio “case” daqueles clientes, eles gerando depoimentos, gerando prova social, facilita a tua comunicação pro mercado, então, uma das coisas que, também pegando a utilização de “case” como tu comentasse, Sandro, gera um “case” clássico dessas que a gente foi entrando em algumas contas grandes e essas contas grandes geravam prova social pra nós a ponto de nosso material colocar depoimento desses clientes e quando a gente enviava pra outros clientes do mesmo segmento que a gente tá entrando forte no varejo, esses clientes, a própria carteira de clientes ajuda a gerar valor. Então, uma forma clássica de conseguir fazer isso, é exatamente: foco sempre o cliente, é óbvio que teu produto tem que estar muito bem adequado, a tua promessa deve dizer a que tu veio. Mas se tu focar no cliente, é garantido tu conseguir, e é óbvio, sempre pensando em todos os canais possíveis de aquisição e trabalhar a questão comunicação, para exatamente conseguir essa oportunidade de aumentar e ampliar teus horizontes, ampliar teus mercados.

Sandro: Legal, Anderson. Zé Ignácio, em relação à captação de investimentos, qual o diferencial das empresas que mais cresce? E se tu quiser compartilhar um “case”, também interessante.


José Ignácio: Legal, acho que nessa linha o ouvir quando o empreendedor fala com tamanha propriedade sobre o cliente, sobre o problema, assim como o Anderson falou agora a pouco, sobre as empresas que precisam de WhatsApp, as empresas que usam uma solução que ele domina, isso traz a confiança para o investidor de que realmente aquele cara tá desenhando o produto dele com foco no cliente, isso é o Marco Zero, isso é o básico do básico. Um outro fator que eu acho que é muito avaliado nesses processos, muito pela tese de uma aceleradora e a visão que esse fluxo de investimento tem, é trabalhar um mercado absurdamente grande, um mercado grande suficiente, que sustente um crescimento até superior a um crescimento minimamente sustentável. A gente falou aqui que nem toda startup precisa ser um unicórnio, eu concordo totalmente com isso, mas quando tu entra no jogo de investimento, o empreendedor também precisa entender que ele vira um ativo, e um ativo de investimento, ele vai precisar crescer, crescer de forma a validar aquele risco que o investidor tomou de início, então ter um mercado absurdamente grande ajuda bastante nesse processo de captação, e um terceiro ponto que não é necessariamente, não é essencial, mas é um diferencial muito forte, é tu ter expertise de tecnologia, principalmente, mas expertise chaves do negócio dentro de casa, dentro, principalmente do quadro societário, porque o investidor busca reduzir o risco dele, e ter tecnologia fora do quadro societário para uma empresa de tecnologia é um risco que eu não assumiria pra mim. Tem tudo para dar errado e pode dar errado no dia seguinte que tu recebeu investimento, então aquele investidor muitas vezes vê isso como um “Deal Breaker” e enfim, se tu, empreendedor, quer colocar a tua empresa nesse jogo de investimento, um primeiro passo é entender exatamente o que que é esse jogo, o que implica esse jogo, daí entra aquilo que eu falei de virar um ativo e de precisar crescer, mas tentar trazer as expertises essenciais do teu negócio para dentro do quadro societário para garantir que isso vai permanecer no longo prazo né.

Anderson: Deixa eu completar a fala aqui do Zé Ignácio, também tem um aspecto de crescimento constante sustentável, isso então é bacana que facilita muito né, se tu consegue comprovar uma estratégia de crescimento robusta indo lá mês a mês, a questão de validação de canais de aquisição, então se tu consegue mostrar pro mercado, que tu tem vários canais de aquisição, que os teus canais são estruturados, também é algo que facilita muito, quando tu vai trabalhar estratégia pra questão de investimento, a questão também de tu estruturar time, isso, na verdade, até que a gente tem feito muito na Suiteshare, o Maycon está praticamente só na posição de CEO, a gente já tem CTO, tem 2, 3 “devs”, a equipe já está com 20 pessoas, então, tu estruturar time também é extremamente importante e quem vai olhar de fora vai ver o seguinte: ó, a gente já tem uma pessoa de RH dentro da empresa, já tem pessoas específicas para área de marketing, agora tem toda a questão de tecnologia, antes era só um “dev” e outro “freela”, agora já são três DEVIS contratados. Então, tudo isso são todos os aspectos também que tu consegue mostrar que tu tá preparado, e tá fazendo um crescimento robusto e estruturando do time, estruturando operação para suportar um possível investimento aí na frente né, tanto que é mais ou menos essa pegada que gente tá pensando em 2021, eventualmente até falando num Série A direto.

José Ignácio: Sua fala me trouxe um outro ponto que eu lembrei sobre “Deal Breaker”, que é cuidar bem do capital social, do quadro societário da empresa né. De novo, tu tá entrando num jogo de investimento e se tu começa esse outro investimento vendendo para um investidor Anjo 50% do teu negócio, já tendo isso fora do capital social, outros investidores vão olhar isso com olhos preocupados, porque eles vão estar investindo em uma empresa que é 50% só dos sócios e aquele investidor vai achar isso um problema em algum momento, e aquele problema vai ter que ser resolvido, então olhar com carinho pro CAP TABLE da empresa, preservar o CAP TABLE da empresa ao máximo para conseguir chegar nessa série A, nessas outras rodadas com argumentos mais fortes para aqueles investidores, daí tem quase que um paradoxo nesse mundo de investimento que é, empresas boas investindo, que, não precisam de investimento para sobreviver, é uma coisa que é isso ou não é. Boas empresas para investir, são empresas que, que nem o Anderson falou, já encontraram canais, já são até sustentáveis e precisam desse investimento, como o nome diz, só para acelerar o crescimento, para potencializar esse resultado num curto prazo e como eu falei, essas são justamente as empresas que não precisam de um investimento de maneira urgente, daí tem um pouco desse paradoxo que acaba acontecendo no mercado, então passo 0 para o investimento, é tu ter um negócio robusto, ter um negócio sustentável, ter um negócio que fica sobre seus próprios pés, daí a gente pode começar a entrar nesse jogo com a cabeça mais erguida, assim, com um argumento mais forte frente aos investidores. O Anderson falou de “case”, eu queria compartilhar um “case” que eu acompanhei de uma startup do agro. Acho que até parecido com o da SWITCH SHARE, o agro, enfim, um mercado um pouco difícil, grande, mas um mercado difícil de ter acesso e tudo mais, e o empreendedor vivia o agro desde o começo, a solução que ele trouxe era um complemento a uma solução de consultoria que ele já tinha, e traz todo esse entendimento, traz todos esses aspectos e ele já estava desenvolvendo canais muito sólidos para atingir esses clientes, então já estava com parcerias com grandes empresas do agro, eu tava fazendo muitos eventos que era o que trazia clientes novos, lucrativos para ele e tava começando a estruturar canais mais escaláveis e dar um próximo grande salto no produto, então ele tava, do ponto de vista do investidor, ele estava no momento perfeito, assim. Mercado grande, equipe competente com todo o conhecimento “in house”, empreendedor que conhece muito bem o mercado, ele tava pronto para isso, e ele conseguiu nesse processo entrar direto numa série A, entrar numa série A com capital social todo preservado, então ele entrou muito forte, muito bem nessa série A, já conseguiu captação para rodar os próximos dois anos aí e realmente vender a visão de futuro que ele tinha para empresa.

William: Muito legal, acho que a fala de vocês tá muito na linha do que eu queria trazer agora, que é o seguinte, dadas essas condições né, de que a empresa tem que entender muito bem o seu produto, entender os canais de aquisição de clientes e está fazendo a jornada né, está fazendo tudo certinho, trazendo um pouco do que a gente já trouxe aqui em algumas outras lives, existem vários momentos diferentes pra se buscar investimento, um momento mais inicial para montar um negócio, um momento mais intermediário, pra realmente desenvolver esses canais, fazer alguns testes, fazer quando a empresa ainda não consegue gerar esse custo, investimentos, depois, pra fazer jornadas maiores, de crescimento, como é que vocês definiriam esse momento, né, esse momento de ganhar tração e buscar investimento? E aí eu não falo só do investimento financeiro, não é só o recurso entrando, mas pra vocês, o que que significa acelerar um negócio, ou seja, ter um investidor que entra e que ajuda a fazer a aceleração? José, pode começar.


José Ignácio: Eu gosto de definir as coisas pela negativa, morrer antes de saber qual é o momento de ganhar atração, buscar investimento pra saber quando é o momento de não buscar atração e não buscar investimento, e daí, por exclusão, a gente entende quais são os próximos, e assim, não é interessante buscar uma aceleração, buscar um investimento se eu tô precisando pagar contas, se eu tô devendo, se eu tô numa situação financeira não muito amigável. Isso vai ser ruim para o investidor, vai ser ruim para a empresa, na verdade. Você vai colocar vocês num “deal” não muito bom e não vai ajudar, justamente no crescimento da empresa. Particularmente, e daí isso é uma posição totalmente pessoal, minha, eu acho complicado buscar investimento para desenvolver produto, porque o desenvolvimento do produto é extremamente arriscado e as chances de simplesmente não dar certo e acabar o dinheiro, e daí eu tá com uma passiva ou tá com uma equipe já para pagar, eu tá com contas ali que não me deixam ser enxuto como eu deveria ser, isso pode facilmente quebrar uma empresa né, que em algum outro cenário pudesse perseverar, pudesse dar certo e enfim, falando da via positivo agora né, buscar investimento para mim, o momento ideal para isso é quando eu entendi quais são os meus canais de aquisição, eu tenho um produto que resolve o problema do cliente, me traz um resultado positivo e eu só preciso de dinheiro, só né, eu preciso de dinheiro, majoritariamente, para investir em canais e ter um ROI, não gosto de dar uma certeza para nada né, mas ter um ROI quase que imediato, ter um retorno sobre o investimento muito rápido, esse é o supra-sumo do momento para ser investido para os dois lados, para investidores para startup do negócio né. E quando a gente fala de ganhar atração, enfim, começar a escalar um negócio, começar a ganhar robustez, acho que o principal aqui é não encher um balde furado, um pouco do que o Anderson falou né, crescer quando eu tô com o balde furado que vai derreter em três meses. A gente acompanhou uma Startup, baita negócio, uma startup muito interessante, é que quando nos nossos programas, ela tava com faturamento já de, acho que na casa das dezenas de milhar por mês, e tava buscando entrar no programa para justamente aumentar essa essa taxa né, e a gente identificou que eles tavam com Churning em torno de 30% ao mês, só que eles estavam crescendo tanto, que esse Churning nem aparecia né, acaba ficando não explícito ali, e só para exemplificar, um Churning de 30% por mês significa que se tu parar, por qualquer motivo, parar de ter novos clientes, a startup termina em 3 meses, 4 meses, algo do tipo né, então o nível de tamanho que é esse problema né, então a primeira coisa é olhar isso né, olhar para dentro, ver se não tem nenhum furo no balde, vê se não tem nenhum gargalo na operação, nenhum gargalo na operação, nenhum gargalo no meu time, nenhum gargalo nesse sentido para garantir que quando eu multiplicar isso eu não vou multiplicar os meus problemas juntos né, porque resolver um problema dez vezes maior é acho que 100 vezes mais difícil, não é só 10 vezes mais difícil.

Anderson: Perfeito, excelente fala José Ignácio. Eu vou um pouco mais acadêmico, para dar uma visão mais macro né, porque, assim, como definir o momento de ganhar tração e buscar investimento? Então eu vou um pouquinho em cada estágio, a gente pode pensar no investimento anjo, a gente pode pensar numa aceleração, a gente pode pensar no Venture Capital )VC) e pode pensar depois do VC para Série B, Série C, “whatever”, e no anjo a gente está falando ali de ter validação, na aceleração a gente tá falando numa parte de GROWTH, de VC a gente tá pensando já em escalar um negócio, como escalar, então, acho que daí entra o VC quando tá pensando em escalar, e quando tu quer continuar escalando, acelerando, deixaria lá para os outros momentos, mas trazendo para cada um dos momentos, em relação a, pensando no investimento anjo, a aceleração, VC e depois série B, num primeiro momento: MVP. Validou MVP, conseguiu fazer as primeiras vendas, vai lá e “knock door” de um anjo, começa a participar dos eventos, vai falando o que tá fazendo, de repente não te chamam lá para fazer pitch , não foi selecionado, mas descobre quem são os atores que estão circulando ali e vai te relacionado com as pessoas. Aquela Velha História: se tu quer ser ator e não tem dinheiro para fazer curso, vai varrer o teatro, uma hora dessas te chamam pra fazer uma ponta e ali, de repente, pode ser a oportunidade da tua vida. Então, esteja próximo de onde estão as pessoas, te insere primeiro no ecossistema. Então, penso, MVP, fez as primeiras vendas, começa a falar com anjo, e tem outra, vai criando uma conexão, vai criando uma relação sincera com as pessoas, vai mostrando, vai falando com esse anjo daqui um mês, dois meses, três meses, vai mostrando como a tua solução tá evoluindo, e fica mais fácil. Eu tô encontrando agora, mas muito bacana, que vem vindo do capital inovativa num primeiro semestre, que eu devo estar terminando o ano investindo em uma, duas empresas né, então, isso é bacana, tu vai fazendo um “follow on”, tu vai fazendo um acompanhamento, vai vendo quanto o empreendedor vai evoluindo, então esse seria o primeiro estágio, quando tu está validando a solução. O segundo momento quando pensar em aceleradora, tá faturando, 3, 4, 5 mil reais, recorrente já, acertou a mão um pouquinho na aquisição, bate no acelerador que vai ficar mais fácil conseguir o cheque. E tem uma coisa muito bacana que a gente tem na WOW, certo Sandro?, Que a gente tem um cheque inicial, que poderia se comparar com um cheque Anjo né, e tem um cheque de GROWTH, um cheque de 80 por 8, ou 200 por 8. Então até as aceleradoras já estão abrindo as oportunidades de ter um investimento anjo dentro da aceleradora, então uma baita oportunidade para o empreendedor. Então, tu encontrar o Market fit ali, 2, 3, 4, 5k de recorrência, tá conseguindo, pode bater na porta, que muito provavelmente, se tu tiver um time, não chega lá também, tipo, eu empreendedor, eu sou um empreendedor, pô, não dá, chega, no mínimo, duas, três pessoas, pode tá faltando, eu vi uma coisa muito bacana do Sandro quando a gente foi fazer um piti lá que antes de entrar na Venture? (57:54) a gente teve na UOL e o Sandro falou na reunião para nós: eu gostei de ver que o time aqui não tá capenga, e eu falei, como assim capenga? Que normalmente chega aqui os empreendedores e sempre tá faltando alguma uma coisa, falta o marketing, ou falta tecnologia, ou falta o cara que vai fazer atendimento, vai faltar suporte e chegou um timizinho redondinho, chegou 4 caras bacanas pra conversar com ele, ele fez esse comentário. Cara, e o momento de escalar é exatamente quando pegou tração, tá redondinho, faturando 50, 100k por mês recorrente, enfim, acertou a mão na aquisição já pode pensar aí em pegar um cheque préSid ou Sid que vai fazendo a curva, até eu coloquei da aceleração pra fazer Sid direto, mas eu errei né, na verdade tem aqui o SID MONEY, que viria no meio do caminho, e, enfim, se pensar em estágio, assim, desde o Inicio quando tá começando lá a solução, beleza, não tenho nada ainda, tenho só uma ideia, vai procurar uma incubadora, vai na UFRGS, vai na FEEVALE,, hoje o ecossistema tá tão bacana, proporcionando essas conexões, que dentro da FEEVALE tem os prósperos investidores da FEEVALE, a própria “Venture” tá lá, uma série de investidores conectados à universidade, hoje, é muito bacana que tem tudo isso próximo né, facilitando que as coisas funcionem, se encaminhem para tornar mais fácil a aquisição de investimento dependendo do estágio que está a startup.

Sandro : Muito legal, só a questão é que quando o empresário, empreendedor está buscando investimento tem que ter transparência 100% naquilo né, aquilo que tá no dia a dia da operação, ela tem que ser traduzida para quem tá do outro lado da mesa porque isso flui de uma maneira melhor, a informação, ela reverbera, ela tem o feedback positivo e isso acaba tendo uma percepção mais clara das coisas e o entendimento mais fácil né, tanto para quem está buscando, tanto para quem tá querendo investir, o entendimento funciona melhor, o caminhar ele é mais rápido.


Anderson: E outro aspecto que tu tá falando, empreendedor não engana investidor, os caras são tudo macaco velho, achar que vai chegar lá com uma coisa meia boca, não via, tem que chegar nítido, transparente, peito aberto, mostrando a solução, falando exatamente quais são as necessidades, apontando, pô, a gente é fraco nisso. Isso é uma coisa muito bacana que tem na Uol não Sandro?! Chega lá o empreendedor que a gente percebe, ele tem uma certa dificuldade, falta algum time, pô, nós somos lá, hoje, 200 investidores, então com ajuda, com “smart Money”, pode pingar de várias formas tu ajudar o empreendedor né, então, até questão de abrir né, pô, eu tenho problema aqui, como é que tu pode me ajudar? É importante essa questão de transparência exatamente como tu tava falando.

Sandro: Ver suas fraquezas é importante como saber as fortalezas, né?! Nós somos dois lados, a gente acaba crescendo né. Agora vamos conversar com o José, a gente tá no momento, de certa forma que busca da Captação da atenção das pessoas né e muitas vezes o empresário, o empreendedor que está nos acompanhando, ele tem diversas alternativas de informação, de fontes de informação então, onde é que vocês buscam a atualização de vocês, e dentro dessa ideia que a gente tá tendo hoje, como é que é melhor captar a atenção das pessoas? Porque antes era Home Office e que ficou home office e agora é home office parcial, sai um pouquinho, volta, coexistindo o dia a dia basicamente que a gente tem na concentração, muito informação na tela né, como é capta informação, onde é que vocês buscam as fontes de vocês?


José Ignácio: Eu vivo esse problema, acho todo mundo né, a gente tá numa tsunami de informação, e talvez o mais difícil seja entender o que que é sinal, do quê que é ruído né, conseguir separar o que que é importante do que não é, e eu tenho um perfil de não gostar muito de coisas muito mastigadas, muito prontas, muito direta sabe, eu gosto muito mais de buscar coisas mais de base, buscar a literatura mais básica. A fonte das minhas fontes né, para entender as coisas de maneira mais profunda e me apropriar com mais solidez dos assuntos. Hoje eu tenho direcionado um pouco a minha expertise, os meus estudos, digamos assim, em gestão e assunção de riscos, então tenho lido autores que falam muito disso, eu gosto de ir na fonte diretom trabalhar e ler né, e buscar informação com quem produz essas informações de Gestão de Risco, então pra isso, nesse ponto em Específico, para dar um exemplo, eu tenho lido toda a literatura do Nassim Taleb que um autor Libanês que fala essencialmente disso e cabe muito no meu dia a dia porque daí o meu trabalho é em traduzir isso para um mundo mais real de startups, quase uma Filosofia que o Taleb traz para o dia a dia de startups. Eu gosto de fazer esse paralelo. E um outro ponto, também nessa linha, eu busco informações mais Gerais, mais genéricas, eu gosto de entender como que a sociedade funciona ou coisas mais macros assim funcionam, então, muita gente não vê livros de história da humanidade, livro de psicologia como possíveis livros de negócios, mas no fundo no fundo tu tá tratando com pessoas, tu tá tratando com a comunidade, tu tá tratando com ecossistemas, e entender profundamente como essas organizações funcionam vai te dar muito a base para tomada de decisão lá na ponta. Pode não parecer algo pronto. Por isso também que eu não gosto muito de consumir informação muito pronta para direcionamento, porque as vezes acho que ela não é tão aplicável. Então, enfim, “Sapiens” é um ótimo livro para quem tá empreendendo porque tu entende as dinâmicas da sociedade, tem um outro que eu gosto muito muito muito, que é o “Rápido e devagar” do Daniel Kahneman e toda a literatura Daniel Kahneman, na verdade, que é um psicólogo que fala de..., que estuda o comportamento humano, e enfim, naquele livro ele traz ótimos exemplos de teste e tudo mais, mas ele dá essa visão de como que as pessoas reagem a situações cotidianas, e só um outro adendo quanto essa busca por informação assim, é essencial o empreendedor, e todo mundo aqui saber quando parar de buscar informação e começar a fazer as coisas e aplicar aquilo que tu aprendeu, aquilo que tu leu, no mundo real e daí sim, consolidar aquele conhecimento da tua cabeça. Então, cuidado só para não acabar se afogando nesse mar de informação aí e não fazer nada na prática né, porque daí todo aquele conteúdo que tu consumiu acaba não servindo para nada, e, enfim, o meu viés é um viés mais de base, assim, eu gosto de trazer coisas mais de base filosófica, mais de base de ciências assim, para aplicar.

Sandro: Muito interessante né Zé, porque eu falei com um empresário hoje, e ele dizia bem assim: eu tenho muita informação, eu quero participar de todos né, aquilo que me interessa, os assunto que eu quero conhecer mais, mas ao mesmo tempo eu tenho que resolver minha vida aqui, eu tenho que emitir os boletos, tem que fazer a coisa acontecer né?! De certa forma, o dia a dia dele de gestor, de CEO de uma empresa com 30 pessoas 40 pessoas ele tem que trocar aquele negócio né, ele tem que medir o tempo dele entre captar informação nova e também fazer a coisa acontecer. Anderson, conta para nós como é que tu busca tuas informações, tuas atualizações, tuas fontes dentro do momento Home Office parcial que se vive no dia de hoje.


Anderson: Admiro o José Inácio, porque que eu gostaria muito de ter o hábito da leitura, mas realmente, que nem tu estava comentando, Sandro, quando tu trabalha 12, 13, 14 horas por dia, se dividindo em 5, 6 operações diferentes e ainda fazendo bastante trabalho probono, enfim, entregando, eu não consigo. Eu consumo muito, eu consumo 12 minutos, até anotei aqui, o Linkedin Premium é muito bacana, até indico, é barata a assinatura do LInkedin Premium, primeiro como ferramenta para conexão, segundo que ele tem uma academy lá dentro bacana pra caramba, com conteúdo de liderança, de marketing, de método ágil, então tem muita coisa que, no fim, eu acaba consumindo, porque o legal é que são vídeos curtos de 5, 6 minutos que tu não precisa consumir tudo numa hora só. Eu acabo também buscando muito conhecimento em alguns grupos de WhatsApp, até em função da vida, da conexão com negócio da Suiteshare eu tô em vários grupos, então tem grupos segmentados, inclusive até em Instagram de marketing digital, de SEO, enfim, eu tenho alguns grupos específicos que a gente troca melhores práticas, isso funciona muito para mim, funciona mesmo, porque sempre que surge uma mudança de algorítimo no Google, isso, na verdade, é o que me mantém muito oxigenado, e como tá sempre mudando muito essa questão de SEO, tô sempre ligado nisso, mas uma das formas também que eu tento buscar muita informação é a conexão, o nível de conexão que eu tô tendo com o ecossistema, inclusive um pouco antes de entrar hoje aqui com vocês, eu até mandei para o William, eu tava numa reunião do Idea agora, do Governo do Estado de São Paulo, tentando aprender a fazer conexão de startups com governo né. Então eu já manjo de B2B, já manjo de B2C, já manjo de B2B2C , e agora eu to abrindo uma janela de oportunidade de como aprender a fazer B2G, então esses níveis de conexão me proporcionam uma curva de aprendizagem muito grande em relação a tendências, inovação, meios, como é que tu faz para atingir atalhos pra atingir alguns resultados, como, por exemplo, tu te relacionar pra fornecer para o governo né. E tem um aspecto muito bacana também de como eu tenho adquirido conhecimento, “Give First”. Por incrível que pareça, esse ano eu vou bater todos os recordes em mentoria, acho que eu vou passar das mil horas, somado ao que eu já tinha antes, mais com nesse ano, no mínimo todo dia, no mínimo uma hora, duas horas, eu acabo, como eu tô em casa, em função de agenda, em função do programa Inovativa, em função do capital empreendedor. Então é muito bacana, porque a partir do momento que eu começo a ouvir as outras pessoas, aquele ditado que diz o seguinte: quanto mais eu ensino, mais eu aprendo, então, incrível como eu começo a abrir a minha percepção, inclusive, pra outros negócios, para área da saúde, para área do agro, para área de Healthy, porque me conectando com os empreendedores e entendendo as dores deles, me leva a refletir como ajudar ele, e o fato de eu ajudar ele a resolver um problema, me abre, eventualmente, uma oportunidade de gerar uma conexão nova para tentar ajudar ele, então o fato de eu ajudar ele, me gera uma conexão, inclusive, de uma pessoa que acaba me abrindo uma outra oportunidade, então, foi engraçado que consumindo conteúdo assim que nem o que nós estamos aqui agora, eu acabei virando, estou bem próximo do Rodrigo Bayer, da Red Point. Terminavam os vídeos, ele dizia: sigam o meu canal, daí eu comecei a olhar a forma como ele fazia os vídeos, eu vi que tinha algumas coisas que poderiam melhorar em SO, entrei em contato com ele pelo Linkedin, hoje eu falo direto com ele pelo WhatsApp, fiz um “guidezinho” de como fazer SEO pra vídeos no canal dele, onde e como botar contato do e-mail, onde não botar, como convidar o cara a se escrever, enfim, então, o fato de gerar muitas conexões, também me gera uma curva de aprendizado muito grande em relação a área de inovação. Na verdade eu só tô aqui hoje porque um belo dia eu decidi que eu não queria mais ser dono do meu negócio, na verdade eu queria ser executivo de multinacional, eu tinha perdido o “timing” para ser “trainee”, e eu fui fazer mestrado, e daí do mestrado que me apresentaram aquele baita negócio chamado internet, cara, eu pensei, daqui a 5, 10, 15, 20 anos vai ser exatamente tudo que é hoje, e imagina eu começar a vender tudo, todo mundo dizendo desse cara é louco, esse cara é louco, mas deu certo aquela loucura, então, acho que tu estar junto do meio acadêmico, tu estar te conectando com outras pessoas, tu te permitires ultrapassar as barreiras do teu conhecimento, porque no momento que tu começa a buscar qualquer coisa que tu não entenda, o simples fato de te levar a refletir, faz com que tu tenha, inclusive, ideias a ponto delas serem disruptivas, aquela ideia que eu tive lá em 2000 de fazer site de destinos. Eu bati na porta do Lagetho em 2000, ele disse pra mim, o Plínio disse: esse negócio não vai dar certo, e hoje o cara é meu amigo, foi onde eu construí toda a minha operação de reserva de hotel, vendendo reserva pro Lagethe. Tanto que eu fui vender publicidade para ele, pedi R$ 500 para ele botar a página no site lá, com telefone do Hotel, com e-mail dele, ele disse não, quando eu vi que eu poderia fazer reserva, eu falei: te dou a página de graça, bota o meu telefone, o meu e-mail depois e eu vou fazer e vender reservas pra ti, foi assim que eu botei o negócio, na verdade. Então é isso, acho que quando tu te permite novas conexões, novos relacionamentos, e te permite imergir em outras áreas, as quais não são a que tu circula, eu acho que aí tu vai abrindo tanta oportunidades, quanto vai enriquecendo o teu conhecimento de fontes diversas, a ponto de poder circular em agro, helthy, gov, enfim, acho que tu estar inserido no ecossistema, hoje, pra mim, é uma coisa muito gratificante pra mim, te proporciona muito conhecimento de fato.

José Ignácio: Um ponto só, acho que o sintoma disso é o repertório que tu apresenta né, repertório de negócios a serem resolvidos, de possibilidades e eu gosto muito dessa palavra porque eu acho que construir seu próprio repertório te dá alternativa na hora de você se deparar com problemas, tu não tem mais só aquela única solução possível, aquele único modelo de negócio possível, tu tem uma abrangência de possibilidade de soluções que te proporcionam a criar a solução ideal para aquela situação única, inédita, que tu acaba tendo ali, então falar do seu negócio e ouvir gente falando do seu negócio, por mais superficial que possa parecer, é essencial para essa criação de repertório que acho que é um dos maiores valores que se tem, que mentores acabam tendo, diferente de empreendedores de primeira viagem ou algo do tipo, eles terem essa visão mais abrangente do que que pode ser feito e das possibilidades.

Anderson: E, na verdade, Zé Ignácio, eu desenvolvi uma “skill” bacana, essa da relação de mentorias, exatamente por ouvir pessoas com dores diferentes, em áreas diferentes, e eu me permitir pensar como é que eu posso ajudar esse cara de alguma forma a resolver a solução, e daí engraçado que vem solução, tem MEDTECH, que devo tá colocando pra dentro o final do ano, que eu conheci ele no Inonativa, 6 meses atrás, primeiro, ouvindo o Pitch dele eu não entendi, acho que praticamente nada, e depois eu falei: mas achei interessante, acho que tem um negócio bom aí, vamos marcar uma mentoria separada, foi numa oficina de Piptch que eu conheci o Eric, e ouvindo o negócio dele, eu ajudei ele a fazer a COPY? dele, porque ele dizia que era uma solução pra retenção e manutenção de alunos e evitar Churning. Não, daí a gente chegou à conclusão que era ferramentas de Big Data Analytics e que proporcionava dados estruturados, cara, a COPY ficou lindo assim, tanto que agora acho que ele vai começar a fazer as primeiras vendas, faz as primeiras vendas e eu entro contigo nessa jogada. E é incrível, é uma área que eu nunca imaginei circulando, na área da educação, eu sou focado muito em marketing digital, tudo que é vendas, marketing, ferramentas que nem a Suitshare são coisas que me fascinam muito porque é marketing, é venda, é o que eu fiz a vida inteira, mas agora tu vê que tem oportunidades que se eu não estivesse inserido no ecossistema, me permitindo trocar ideia lá, eu nunca teria a oportunidade de conhecer o Eric, por exemplo né, então eu acho incrível na verdade.

William: Muito legal, né, acho que a fala dos dois trouxe uma coisa que eu, particularmente, na pessoa física, eu gosto muito de pesquisar, que é isso que o Zé falou, a parte de neurociência, a parte de comportamento humano, como é que isso se relaciona, e o que o Anderson disse, me toca numa parte que eu gosto muito que é o seguinte, a gente aprende muito pela dor né, a gente tem mecanismos que são bastante antigos na linha evolutiva que eles estão associados ao aprendizado pela dor, e aí quando tu te coloca numa posição de mentor, de mentoria, de ouvir os outros, de ouvir a dor dos outros, tu aprende com a dor deles, tu não precisa passar por aquele processo para aprender, então tu ouve todo mundo, bah, o cara fez isso e deu errado, o cara fez isso e deu errado, pô, tenta fazer isso, tenta fazer aquilo. Não é o teu negócio, mas tu está aprendendo. Acho que essa dica de ouvir, de se colocar na posição de aprendiz, mas ao mesmo tempo, de mentor, de ouvir, de tentar compartilhar, é excelente.


Anderson: William, deixa até é dar dica, fiquei até com vergonha, o Zé Ignácio indicou uns 10 livros, eu vou indicar um que eu acho bacana, que serve para todas as pessoas em todas as idades, e fez uma diferença enorme na minha vida, que foi do Dale Carnegier, “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, esse livro, para quem vai trabalhar com vendas, eu sou apaixonado vendas. Na verdade, eu sou é vendedor, eu fui aprender marketing digital por necessidade para vender, entendeu?! Mas é um livro fantástico porque ele te orienta como criar relações sinceras com as pessoas né, e não é criar uma relação sincera por um interesse em ajudar alguém para depois pedir alguma coisa para essa pessoa, não, aquela coisa com espírito um pouco de altruísmo mesmo em alguns aspectos, é lógico que se tu estás fazendo bem para pessoas que estão próximas a ti, e as pessoas percebem, eventualmente, os convites chegam até ti, então hoje tem uma coisa muito bacana que eu posso dizer para vocês, vocês não tem noção da quantidade de convites de negócio que eu recebo todos os anos nos últimos 3 anos. E, no mínimo uma vez por mês, alguém me convida: Anderson vamos fazer isso, Anderson, vamos fazer aquilo, eu tenho que começar a dizer não, mas é muito bacana essa questão de tu te aproximar das pessoas de forma sincera, tanto cedendo e, eventualmente, tu precisando e tu pedir ajuda, e é incrível também, e eu acho muito incrível hoje, quando eu peço ajuda para alguém, as pessoas se mobilizam muito rápido para ajudar, porque eu acho que na proporção que eles percebem o quanto ajuda o todo, quando eu faço uma requisição, especialmente para alguém, alguém vai dizer, pô, eu fico super contente em poder ajudar o Anderson também, até foi engraçado esses tempos, o Rogério, que é de Santa Cruz, eu pedi ajuda para ele, ele falou falei assim: Anderson, eu achei que tu nunca ia me pedir ajuda, que tu nunca pede ajuda pra ninguém, eu falei: cara, eu peço ajuda para um monte de gente, só que eu vou lá e peço no privado, não peço no grupo. É lógico, a gente precisa de ajuda o tempo todo, o ajudar e ser ajudado é consequência.

William: Muito legal, Anderson, baita relato. Bom pessoal, o papo tá maravilhoso, a gente poderia ficar aqui batendo essa conversa por muito tempo, mas a gente tenta respeitar a agenda de vocês né, e manter essa uma hora de bate-papo. Eu queria pedir agora os recados finais que vocês tem, lembrando que o canal é para empreendedores, a nossa ideia é ajudar exatamente os empreendedores a se desenvolver e é por isso que a gente criou esse canal, muito nessa linha que o Anderson falou, de ajudar os empresários a serem cada vez melhor, trazer um pouco de experiência de especialistas para que esses empresários consigam se desenvolver, e a maior parte dos empresários que a gente atinge hoje são da área de tecnologia ou tem tecnologia embarcada no seus negócios, então vamos começar com o Zé, pedir aí recados finais né, e fazer esse agradecimento.

José Ignácio: Ótimo, primeiro parabéns pelo o espaço, acho que é um espaço que está se consolidando como referência e trazendo ótimos discursos, ótimas conversas. É muito bom ter isso e a gente tá se destacando naquele mar de informação que a gente fala né, e segundo, para esses empreendedores, eu acho que indo na fala do que o Anderson falou, é usufruir e aproveitar o ecossistema que todos nós aqui estamos construindo, ele estava falando mais de algo específico aqui do Rio Grande do Sul, mas o Brasil como um todo ele tem construída com ecossistemas de inovação, de tecnologia cada vez mais fortes e o maior ponto positivo desses ecossistemas é que eles acabam sendo retroalimentados e auto-sustentáveis nesse sentido, então busquem apoio do ecossistema, busquem apoio de quem já trilhou um caminho parecido com o teu. Entendam, principalmente, os erros, como outras pessoas erraram, ou que desafios que outros negócios tiveram para, se for para errar, errar de uma forma inédita, de uma forma diferente e aprender em cima desse erro né, o que o William falou, o jeito mais eficiente de aprender é tu indo lá e quebrando a cara, e o jeito mais barato é tu vendo alguém quebrar a cara né, ou ouvindo alguém quebrar a cara, que daí tu acaba aprendendo junto. Então, aproveitem o conhecimento coletivo que tá se construindo nesses ecossistemas no Brasil inteiro, e comecem já de um estágio mais avançado, de um estágio mais elevado. E por fim, se tornarem empreendedores de sucesso, reconhecidos, se preocupem, também, em alimentar esse ecossistema com os aprendizados de vocês, com as informações que vocês tiveram, acho que o exemplo da Anderson é muito bom nisso aí né, de dá o GIVE BACK?, de voltar para o ecossistema que te formou e para a comunidade que te formou e acabar formando ela em um novo nível. E, de novo, muito obrigado a Prosper Capital pelo espaço, pela conversa, que nem o William falou, a gente poderia ficar aqui um bom tempo né, e se fosse um presencial talvez a gente tivesse numa mesa de bar e daí ia longe né, mas enfim, um dia vamos voltar a esse estado passado aí.

William: Isso aí, valeu Zé. Anderson...


Anderson: Vamo lá, primeiro, eu me permiti me renomear alí, de tantos “nãos” que eu recebo, mas tem um que achei com propósito, muito bacana, chiefsgroup.com.br, deem uma olhada lá, conheçam um pouquinho da proposta nossa de se aproximar de pessoas, de captar investimento , um projeto muito bacana , já tem umas 5, 6 pessoas envolvidas e, de repente vai ter mais pessoas envolvidas. E uma sugestão que eu deixou para quem está empreendendo, se cerquem de pessoas, hoje o ecossistema, ele é muito generoso, eu acho que posso dizer, essa é uma expressão adequada, que tem tanta gente disposta a ajudar, tantas pessoas dispostas a gerar conexões, tantas pessoas expostas diretamente a te conseguir um primeiro cliente. Então, não tenha receio de pedir, é óbvio, tem um limiar muito grande entre pedir e se tornar inoportuno, então tem que cuidar esse aspecto também, para eventualmente não abusar do tempo das pessoas, mas se cerquem de mentores, eu acho que é uma das coisas que tem muito bacana hoje em dia é a quantidade de pessoas dispostas a te ajudar sem esperar nada em troca. Tem uma porrada de pessoas dispostas a isso. Na Inovativa nós somos mais de 1.200 mentores, então busca esses programas, hoje tem o SEBRAE também, com programas do SEBRAE, a Semente, nem vou longe, pô, os caras são fantásticos, com um time de talentos sensacional dispostos a ajudar empreendedores com super disponível o ano inteiro né, eles participam de todos os programas do SEBRAE, então procurem o SEBRAE, procurem os agentes, eu não sei se todos os locais tem pessoas aqui, mas procurem, todos os pontos do Brasil tem agentes de inovação, agentes de fomento e empreendedorismo, estão dispostos a ajudar, então procura o SEBRAE mais próximo. E tem outro aspecto também, que eu acho que o José Inácio comentou também, que eu acho muito importante: trilhou a tua caminhada, venceu? Replica isso, ajuda outras pessoas, proporciona que outras pessoas cresçam, isso é muito importante que vocês aí como empresários. Uma das coisas que eu tenho pra mim dentro, que eu desenvolvo, como eu trabalho, eu não só me preocupo , eventualmente ajudar a fazer negócios de sucesso, mas eu me preocupo sempre em formar pessoas melhores, e formar pessoas melhores também envolve questões de aspectos simples, às vezes, de educação, ser gentil, ser cortês, ajudar outras pessoas, porque a gente vive em um contexto, e é legal que o Covid trouxe muito isso né, o Covid trouxe muito essa questão de união, o quanto a gente é capaz de poder ajudar outras pessoas, a gente inclusive aprendeu a viver com muito menos. Então acho que é muito mais fácil a gente ajudar e reverberar esses aspectos positivos, e eu acho a gente tem condição de criar uma sociedade um tanto quanto melhor.

José Ignácio: Legal, complementando com esse último papo do Anderson de GIVE BACK, de voltar para você, uma das pautas que a Semente levanta e sempre traz para os ambientes onde ela está, eu acho que é importante a gente pegar esse palco aqui para trazer isso é, tragam diversidade para os negócios de vocês, e diversidade para inclusão de novas caras nesse ecossistema né, então a gente fala de um ecossistema de empreendedorismo que já foi visto muito como padrão de zero diversidade e cada vez mais a gente está trazendo isso com iniciativas públicas de empresas, empresas colocando a cara a tapa nesse quesito e a gente na Semente acredita que nisso, também por todo viés de inclusão social, mas a gente acredita nisso porque isso acaba trazendo resultado, isso traz diversidade pra dentro do time, isso traz empatia para dentro do time, isso potencializa também o resultado do negócio, então talvez um último recado aí, se percebam como empreendedores, sempre que possível e incluam um grupo diverso nesse ecossistema, tragam pessoas diversas para dentro do ecossistema para ele ganhar em potencial, ele ganhar impacto.

Sandro: Pessoal, muito obrigado, a gente teve um painel de marketing, aceleração de investimentos para negócios inovadores com dois excelentes empreendedores do setor aí, que conhecem muito da história, muito de suas experiências de vida contribuindo para os nossos empresários e empreendedores terem muito sucesso. Eu agradeço profundamente aqui nosso amigo mestre Anderson Diehl, colega de investimentos, nosso amigo José Ignácio Martins, um prazer enorme ter vocês conosco aqui no nosso canal aproveitando a dica do mestre Anderson né, curtam nosso canal tanto no YouTube quanto no Linkedin, também transmitido através do Instagram, do Facebook, transmissão em todos os canais, um grande abraço, obrigado vocês por toda a participação aí e por dedicar esse tempo e por compartilhar a experiência de vocês conosco e com todas as pessoas que nos acompanham, um grande abraço, até a próxima.

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