19 de Agosto, 2021

Nuvemshop recebe aporte de R$2,6 bilhões e se torna novo unicórnio brasileiro

Nuvemshop recebe aporte de R$2,6 bilhões e se torna novo unicórnio brasileiro

Com o investimento, a plataforma entra no grupo de Startups avaliadas em mais de U$S 1 Bi.

Nesta terça-feira (17), a plataforma de e-commerce para pequenos e médios varejistas, Nuvemshop, se tornou o mais novo unicórnio brasileiro após receber fundos dos investidores Insight Partners e Tiger Global Management. O aporte recebido pela Startup foi de U$S 500 milhões (ou R$ 2,6 bilhões na cotação atual da moeda brasileira) e com a transação, a companhia passa a ter valor de mercado de U$S3,1 bilhões, cerca de R$ 16 milhões.

Diante disso, a startup entra no seleto grupo de unicórnios brasileiros, ou seja, empresas avaliadas em valores acima de U$S 1 bilhão. Entretanto, há uma controversa em relação à startup, uma vez que a Nuvemshop tenha sido fundada na Argentina e, após isso, ter transferido sua matriz apresentando-se como uma companhia brasileira.

O CEO e co-fundador da Nuvemshop, Santiago Sosa, comentou sobre a operação em entrevista para a CNN Brasil Business. Segundo Sosa, o aporte será decisivo para que cada vez mais empresários possam digitalizar seus negócios, entretanto, o conceito da companhia não mudará com o investimento.

A trajetória da startup

No início, a Nuvemshop iniciou suas atividades através de ferramentas que auxiliassem pequenos empresários a construir sites para a área virtual de seus negócios, desse modo, a companhia foi crescendo gradualmente incluindo outras funcionalidades para as lojas na internet. Atualmente, a startup oferece programas que ajudam o varejo em segmentos como:  pagamentos; atendimento ao cliente; gestão de caixa, estoque e logística; e com a automatização de estratégias de marketing. Ambos os mecanismos estão disponíveis em uma loja de aplicativos semelhante as oferecidas pelas lojas de Smarthphone.

Além disso, o Sosa explicou que o lançamento de programas na plataforma da Startup pode ser feito por qualquer desenvolvedor, uma vez que a estratégia executada é similar as lojas virtuais de smartphones.

Todos os clientes podem comprar os aplicativos disponíveis no ecossistema da Nuvem que, atualmente, conta com 300 programas conectados. Além disso, a plataforma também está conectada a mais de mil agência de marketing à fim de aumentar as vendas, bem como os serviços de comunicação.

Para o CEO, não existe “nenhum segredo” para atrair novos parceiros para a plataforma, apenas a empresa deve identificar as soluções que os varejistas necessitam para melhorar, cada vez mais, o ecossistema.

Sendo assim, as melhorias feita à Nuvem buscam também atrair clientes com portes financeiros maior. Do mesmo modo que a Nuvemshop mantinha seu crescimento até tornar-se um unicórnio, outras startup também saíam do senso comum em busca de voos maiores. Nesse sentido, a companhia precisa inovar para que tenha um atendimento diferenciado em relação a outros lojistas com menor número de vendas.

“Tudo relacionado a gestão muda drasticamente. Pequenos conseguem resolver problemas manualmente, já as médias, que entregam até 1.500 pedidos por mês, precisam de automação e facilidade”, complementa Sosa. 

Para ganhar uma escala ainda maior, a Nuvem busca atrair mais clientes médios que ainda não estão incluídos na plataforma. Nos três países onde a empresa atua, as lojas parceiras da plataforma faturaram R$ 2,6 milhões nos seis primeiros meses deste ano. Tendo em vista isso, caso consiga captar lojistas maiores, a tendência de crescimento da startup aumentará cada vez mais.

Visando atender essa categoria de clientes, a startup criou a Nuvemshop Empresarial, ferramenta responsável por atrair lojistas de grande porte através de um atendimento mais elaborado. “O programa nasceu da necessidade de acompanhar nossos clientes ao longo de suas vidas”, afirmou o co-fundador.

Em virtude do grande faturamento, o novo unicórnio deseja realizar aquisições para que seu ecossistema se torne mais robusto. Apesar de nenhum anúncio por parte da startup, fintechs estão na mira da companhia, uma vez que há o desejo de desenvolver suas próprias soluções financeiras.

Crescimento da Nuvem

Apesar de apresentar-se como uma empresa brasileira, a Nuvem foi fundada na Argentina. Além disso, grande parcela dos clientes, funcionários e o faturamento estão aqui. A empresa iniciou suas atividades no Brasil logo após sua fundação, em 2011. É notório que uma expansão territorial não é um empecilho para a companhia, uma vez que já foram fundadas três sedes, com atuação no México, Brasil e Argentina. 

Ademais, o aporte financeiro fez com que outros locais fossem apontados nos planos da Nuvemshop. A empresa começará a atuar, já nesse ano, na Colômbia e Chile, bem como a companhia planeja iniciar das atividades no Peru a partir do ano que vem.

Com o intuito de crescer em países americanos, a startup deve manter a atual estratégia, contratando profissionais locais, assim como nos países em que já atua. A medida visa contemplar os trabalhadores que dominam a tributação e legislação, além de conhecerem bem os empreendedores de seus países.

Fonte: CNN Brasil Business

Imagem: Freepik