14 de Abril, 2021

Para acelerar a expansão de redes de fibra ótica no interior do Brasil, Algar Telecom estuda novas aquisições

Para acelerar a expansão de redes de fibra ótica no interior do Brasil, Algar Telecom estuda novas aquisições

A aquisição de concorrentes com foco na expansão das redes próprias de fibra ótica, aumentando a oferta de banda larga no interior do país, e para concorrer com a entrada de novos investidores e o movimento de consolidação do mercado é a estratégia da Algar Telecom.

Os provedores regionais vem ganhando cada vez mais terreno e ampliando sua atuação, respondendo por 41% do mercado de banda larga no Brasil. Há três anos, essas empresas detinham apenas 26% do mercado.

De acordo com Jean Carlos Borges, presidente da Algar Telecom, há um gap de ofertas no interior e alternativas que podem representar cases perfeitos para consolidação. Existem muitos provedores de pequeno e médio porte e regiões não atendidas, gerando oportunidades para investimentos.

Borges destaca que vários operadores, junto de fundos de private equity, estão de olho nesse segmento e nas possibilidades e a Algar Telecom acompanha com atenção a onda de aquisições e fusões.

Nos últimos anos, a empresa fez compras importantes. Em 2019, adquiriu a provedora Smart, de Pernambuco, por R$ 49,8 milhões; a Cemig Teleco, que atua em Goiás, Bahia, Pernambuco e Ceará, em 2018, por R$ 77,8 milhões, além da Optitel Redes, atuante em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), em 2015, por R$ 56,5 milhões.

"Temos usado um pouco mais essa estratégia de aquisições. Antes de sair construindo fibra ótica, verificamos se há condições locais de acelerar esse processo por meio da compra", pontua Borges.

Recentemente, a empresa tentou comprar a a Copel Telecom, mas a operadora foi adquirida pelo Fundo Bordeaux, por R$ 2,4 bilhões. Além disso, estudou parcerias com as empresas de fibra ótica da Oi e da TIM, mas não evoluiu nas negociações por não ver sinergias suficientes no plano de negócios.

As aquisições futuras serão efetuadas com recursos de tomada de dívida, mas também podem ser feitos aportes dos sócios. A família Garcia é a fundadora e controladora da companhia, com 67% de participação, e tem como parceiro o GIC, fundo soberano de Cingapura, que em 2018 fez um aporte de R$ 1 bilhão em troca de 25% das ações da empresa

Assessoria Prosper Capital, com informações O Estado de São Paulo
Imagem: Freepik