08 de Julho, 2021

Provedora Conexão é vendida pela Acon à empresa americana Grain

Provedora Conexão é vendida pela Acon à empresa americana Grain

Grain inicia suas atividades no Brasil; antiga gestora mantinha controle da companhia há 6 anos.

A empresa americana Grain Management adquiriu a gestão da Conexão, operadora de internet que era administrada pela private equity Acon. A antiga gestora mantinha posse da companhia de Fiber To The Home (FTTH ou, em português, fibra até em casa) durante 6 anos, enquanto a Grain adentra pela primeira vez no país.

Criada pelo ex-operador, David Grain, a Grain é especialista em investimentos de Banda Larga e tecnologia de telecomunicações, tendo hoje, entre antenas e provedores, US$ 6 bilhões sob sua gestão. A empresa conta com operações em vários estados americanos, como Flórida (tendo a Summit Broadband), Oregon (com a Hunter) e Nebraska (tendo posse do maior provedor do estado, a Great Plains). Além disso, a provedora WanRack, que foca em conexões voltadas para a área educacional, como escolas e bibliotecas, também é gerida pela administradora.

Apesar do valor da transação não ter sido revelado, o valuation buscado pela empresa através de um IPO, realizado em 2020, indica indícios da proporção da operação realizada. Na época, a Conexão – tendo razão social registrada pela Triple Play – era avaliada entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões, entretanto, a oferta acabou sendo suspensa em virtude da volatilidade que acontecia no mercado antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos. A operação seria majoritariamente primária.

Segundo Rodrigo Galvão, sócio da Acon, pelo setor estar em constante crescimento, os planos eram realizar a capitalização da provedora. “Tivemos uma boa proposta e, como já estamos há seis anos na companhia, chegamos ao fim do ciclo de investimento, natural para um fundo de private equity", complementou Galvão.

A conexão trabalha usando tecnologia FTTH, o que proporciona alta velocidades de internet aos usuários. Além disso, a companhia conta com infraestrutura de 13,5 mil quilômetros de rede, tendo 500 mil assinantes – podendo alcançar até 1,4 milhões de residências. A provedora quase duplicou sua rede de tamanho, tendo em vista que em junho do ano passado, a marca era de 7,5 mil km. Ainda nesse sentido, a Acon aumentou em 5 vezes suas operações, tendo 11 aquisições, além do investimento direto em rede.  

O também sócio da Acon, André Batista, relatou que, de forma orgânica, a companhia mapeou 80 mercados com potencial operação. Além do mais, as aquisições feitas fizeram com que a empresa realizasse novos planos para o futuro. Segundo os sócios da instituição, a demanda por uma internet de qualidade aumentou durante a pandemia, já que isso acabou se tornando um item essencial, assim como água e luz. Entretanto, também foi ressaltado que a implementação de internet de alta velocidade ainda é pequena no Brasil, mesmo em relação a países como México e Argentina. Ademais, o número de assinantes, no primeiro trimestre, aumentou 44% na comparação anual e a margem Ebitda ficou em 38%.

Em situação semelhante, como realizou a Brisanet, a Vero Internet e a EB Fibra, a companhia iniciou suas operações no Nordeste, onde as taxas de internet banda larga são bem menores, expandindo-se também para cidades do interior.

A antiga gestora era detentora de cerca de 92% da Conexão, sendo o restante de sócios executivos. Contudo, a administração que já tinha sido escolhida pela Acon será mantida.

Fonte: Pipeline- Valor

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