20 de Dezembro, 2021

Provedores movimentam o mercado e aproximam-se de distribuidores e fabricantes

Provedores movimentam o mercado e aproximam-se de distribuidores e fabricantes

Com o intuito de fortalecer as negociações relacionadas a investimentos no mercado de telecomunicações, movimento o qual cresce cada vez mais, os Provedores de Internet tendem a se unir para garantir um maior poder em suas operações, seja para a própria operação, seja para negociações.

Nesse sentido, a indústria de fornecedores já percebe fortes movimentos de fusões entre ISPs e a formação de consórcios, bem como a adesão às chamadas redes neutras. Segundo o gerente Técnico e Comercial da Fibracem, Sebastião Rezende, essa tendência vem sendo potencializada.

Rezende afirmou que, anteriormente, os ISPs formavam grupos para organizar junto aos distribuidores e fabricantes um cronograma de compra e entrega de mercadorias, de modo que individualmente as empresas concretizavam as aquisições com seu próprio CPNJ.

“Isto trazia benefícios tanto para os provedores, com valores mais atrativos, quanto para os fornecedores, com a previsibilidade de produção. Ou seja, a mesma ideia das fusões, aquisições e consórcios”, explicou o gerente.

Ainda, o técnico relatou que, atualmente, embora haja um comprador principal que está ligado a um único CNPJ consolidador, a força da negociação se mantém em virtude do alto volume de compra para diversos provedores.

Além disso, outras possibilidades estão surgindo para os ISPs. Algumas empresas têm levado em consideração a entrada em modelos de consórcios de provedores.

Essa alternativa serve como uma opção para o provedor se sobressair e sobreviver no mercado frente a intensa consolidação por parte dos grupos maiores e estimula as fusões. E, com a chegada do 5G no Brasil, essa possibilidade ganha cada vez mais adeptos, com grupos realizado aquisições de concessões em conjunto.

Outro movimento é a adesão às redes neutras, grande aliado dos provedores de pequeno e médio porte.

Para Rezende, isso ocorre pois o mercado possuí empresas especializadas em lançar fibras em diferentes regiões do país, inclusive nas mais distantes, com o intuito de sanar uma deficiência de inúmeros provedores: a falta de capilaridade de fibra óptica desejada.

“O grande ganho com essa modalidade é que, apesar de não ter rede própria em determinadas regiões, um ISP pode aumentar consideravelmente a capacidade do raio de atuação alugando fibras para ativar um cliente que está fora da linha de cobertura do ISP, e de uma forma cada vez mais rápida”, complementa Rezende.

Proximidade do setor

Rezende salienta ainda que o cenário deixou o mercado bem dividido e polarizado em grupos distintos. Enquanto um dos grupos é composto por pequenos provedores, que atuam de forma regional (muitos deles sem regularização), o outro grupo é constituído por grandes empresas procedentes das fusões, consórcios e adesão às redes neutras.

Com esse panorama, Rezende aponta que a melhor estratégia para os fabricantes é manter a boa relação com os dois grupos, a fim de entender melhor as demandas e futuras novidades do mercado, como as ampliações de redes.

“Com isso, será possível pensar cada vez mais em soluções que possam atender as necessidades do mercado, desenvolver produtos para demandas específicas e até quem sabe, proporcionar condições de pagamento ainda mais atraentes para os provedores de internet”, finalizou o Gerente.

Fonte: Infor Channel

Imagem: Freepik