22 de Julho, 2021

Provedores regionais respondem à consolidação com IPOs

Provedores regionais respondem à consolidação com IPOs

As ofertas iniciais de ações (Initial Public Offering, em inglês, ou IPOs) estão movimentando o setor de telecomunicações . Com potencial de movimentar entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões, os provedores regionais Brisanet, Unifique e Desktop buscam atrair capital por meio dos IPOs. 

A oferta da Desktop estreou na B3 ontem, levantando, sozinha, mais de R$700 milhões. Unifique e Brisanet estão na fila para as próximas semanas.

Diante de um mercado acelerado pela intensidade das operações de fusões e aquisições (Mergers and Acquisitions, em inglês, ou M&A), os provedores procuram alternativas e estratégias para se manterem na ponta vencedora destes processos. 

A Brisanet, a Unifique e a Desktop destacam o risco de serem afetadas pelas consolidações e, assim, têm atuado para a expansão de suas redes, a captação de clientes e a diluição dos custos, preparando o terreno para obterem mais recursos com seus IPOS

Como vimos há algum tempo falando aqui na Prosper, os players mais estruturados, com melhor organização tributária e societária, custos mais controlados, compliance e acesso ao crédito serão aqueles que ou comprarão ou serão melhor vendidos no novo cenário do mercado. Os que não se estruturarem serão engolidos a valores menores do que poderiam obter em um deal de venda ou, pior, terão seu mercado tomado pela força dos grupos.

O ano de 2020 bateu recorde nas operações de M&A no Brasil, totalizando 16 transações, com movimentação em torno de R$ 22 bilhões no período, conforme divulgou a assessoria financeira RGS Partners. Inclusive, a própria Unifique adquiriu três provedores catarinenses em cidades onde já atuava, sendo eles: Infoway, Snet e Station. 

A proliferação da pandemia e o isolamento social fizeram com que a banda larga se tornasse um item essencial para toda a sociedade, estimulando ainda mais as iniciativas para consolidação do ramo. As pequenas empresas que possuem fibra ótica de qualidade se tornaram alvo das aquisições pelas empresas com maior capital.

As ofertas dos provedores menores e regionais devem aumentar a procura em Bolsa, uma vez que os investidores têm esse tipo de operação como uma oportunidade de consolidação no mercado. "As teles regionais carregam uma tese que faz sentido, porque crescem muito, não têm representatividade na bolsa e estão em consolidação", diz o sócio e responsável pelo banco de investimento da XP, Pedro Mesquita.

Estratégias pela sobrevivência

O mercado enxerga que os recursos previstos com os IPOs serão encaminhados, em grande maioria, para à expansão dos negócios. Os três provedores regionais – Brisanet, Unifique e Desktop – tem pretensões de crescimento tanto por via orgânica, ampliando a infraestrutura de rede fibra óptica nos munícipios onde já atuam, além das cidades ao seu redor, quanto por via inorgânica, adquirindo as companhias rivais.

Sendo o maior provedor regional de internet fixa no Brasil, a Brisanet atua em 96 munícipios nos estados do Ceará, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, atendendo cerca de 697 mil clientes. Além disso, o grupo detém franquias como a Agility Telecom, executando juntas o fornecimento do serviço de banda larga para mais de 140 mil usuários. 

A Unifique conta com 349 mil assinantes nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, abrangendo 130 munícipios. No mercado catarinense, o market share da companhia chega a 25%.

Já a Desktop atua em 37 cidades da região metropolitana de Campinas, São Paulo. A empresa conta com uma cartela de assinantes de 264 mil.

Os provedores regionais

O Brasil conta com cerca de 4 mil provedores regionais de perfis distintos. Há companhias de portes diferentes no país, desde empresas familiares que possuem poucos milhares de clientes, até corporações associadas a grandes parceiros financeiros e fundos, possuindo cerca de 1 milhão de assinantes.

Devido as grandes empresas de telecomunicações manterem foco, principalmente, nas capitais e suas regiões, os pequenos provedores começaram a atuar, inicialmente, pelo interior do país, onde majoritariamente concentram suas forças. Dessa forma, as companhias com porte menor ganharam mercado e, por consequência, foram chamando a atenção de investidores.

Essas empresas, juntas, já concentram quase metade do mercado de banda larga no Brasil, com 41%. Em seguida, estão as grandes telecom como a Claro (27%), a Vivo e a Oi, com 18% e 14%, respectivamente, de acordo com dados da consultoria Teleco. Entretanto, nos últimos três anos os provedores regionais tiveram salto considerável, visto que, em 2018, detinham apenas 25%.

"As grandes empresas costumavam dizer que certos lugares eram 'osso', mas os empreendedores regionais mostraram que tem, sim, demanda por internet de qualidade. E construíram redes interessantes", afirmou o presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecom Competitivas (Telcomp), Luiz Henrique Barbosa.

Uma série de fatores ocorreram para que os pequenos provedores avançassem no mercado, como a demanda por internet cada vez mais veloz, fato intensificado pela pandemia. Além disso, antes do isolamento as empresas locais já buscavam investir em redes de fibra óptica, ofertando bons pacotes com níveis de qualidade consideráveis. Um dos grandes exemplos é a própria Unifique, que está estreando sua banda larga de quase 2Gb. Atualmente, a empresa conta com velocidade média de sua rede de 300Mb.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também contribuiu para a avanço dos pequenos provedores, estabelecendo que somente empresas com mais de 5% do mercado terão que serem averiguadas junto a reguladora.  Dessa forma, os empreendedores tiverem a oportunidade de se desenvolver. "Tem espaço para o provedor regional crescer bastante sem se preocupar com a carga regulatória da agência", afirmou o conselheiro da Anatel, Emmanoel Campelo.

O próximo passo é, sem dúvida, utilizar as mesmas estratégias das grandes corporações globais, estruturando seus negócios para continuarem crescendo. Já não há mais aquela sensação de "fora do radar", que permitiu o largo crescimento regional sem chamar a atenção.

Agora, o jogo é outro. E é neste cenário que a Prosper capital mais pode ajudar os provedores que desejam realmente vencer neste novo patamar.

Através da estruturação de grupos econômicos totalmente legais, possibilitamos que as empresas e seus sócios possam organizar seus negócios e patrimônios empresariais e pessoais, com as mesmas soluções, tecnologias e benefícios desfrutados pelos grandes grupos empresariais brasileiros.

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Fonte: Broadcast.com.br e Assessoria Prosper

Foto: Freepik