11 de Janeiro, 2021

Tecnologia que promete revolucionar conexões, Wi-Fi 6E está cada vez mais próxima

Tecnologia que promete revolucionar conexões, Wi-Fi 6E está cada vez mais próxima

A maior renovação dos últimos 20 anos está chegando ao Wi-Fi. 2021 trará inúmeros novos notebooks, celulares, aparelhos de TVs e roteadores com a tecnologia Wi-Fi 6E, aumentando a conexão atual sem fio em até 4 vezes.

Desde o ano passado, a Federal Communications Commission (FCC) abriu essa nova faixa de espectro nos Estados Unidos. Dessa forma, a Wi-Fi Alliance, detentora da supervisão do Wi-Fi, anunciou que está certificando a primeira leva de produtos com suporte para a tecnologia.

Hoje, os dispositivos Wi-Fi operam em duas bandas de espectro: 2,4 GHz e 5 GHz. O Wi-Fi 6E traz uma terceira banda (6 GHz), quase quadruplicando a quantidade total de ondas usadas para a conexão sem fio convencional.

A tecnologia não trará apenas mais conexões e maior velocidade, poderá, também, diminuir interferências. Isso significa que, com o Wi-Fi 6E, haverá menos chances de você e seus vizinhos brigarem pelas mesmas ondas de rádio, já que terão mais largura de banda disponível.

De acordo com a IDC, celulares, computadores e laptops com suporte ao Wi-Fi 6E devem entrar ao mercado já no primeiro semestre deste ano. Para televisores e aparelhos de realidade virtual (VR), a previsão é chegarem pelo meio do ano.

O Wi-Fi 6E demora a chegar no Brasil?


Apesar do lançamento de diversos produtos com suporte ao Wi-Fi 6E, pode demorar para que a tecnologia seja incorporada na maioria dos dispositivos.

Isso acontece em função da tecnologia ser recente e não ser suportada pela maioria dos aparelhos com o Wi-Fi 6 padrão. A IDC, inclusive, calcula que somente 20% dos produtos Wi-Fi 6 também suportem o Wi-Fi 6E. Fora isso, o apoio de reguladores do mundo inteiro traz um outro obstáculo para acelerar o uso da tecnologia.

Mesmo que os EUA já tenham acatado o uso de ondas de 6 GHz, reguladores de comunicação de outros países também necessitam autorizar a atualização.

Segundo a Wi-Fi Alliance, Reino Unido, Coreia do Sul, Chile e Emirados Árabes já permitiram o uso da faixa. Órgãos reguladores do Brasil, Canadá, México e Japão continuam em processo para as aprovações.

A Coalizão WiFi6E Brasil, que agrupa pequenas e grandes empresas, entidades e operadoras como Abranet, Abrint, Oi, Amazon, Apple, Facebook, Google, Internetsul e Qualcomm, enviou carta ao Conselho Diretor da Anatel oficializando a decisão da agência de indicar que a faixa de 6 GHz – entre 5,925 GHz e 7,125 GHz – será integralmente destinada a uso não licenciado, como os sistemas WiFi. A recomendação está em consulta pública

"O uso não licenciado da faixa de 6 GHz possibilitará a massificação da conectividade em banda larga e a democratização do acesso à Internet no Brasil, especialmente por meio da atuação dos provedores de Internet de pequeno porte", descreve a carta da Coalizão, que reúne 21 entidades, representantes de 1,5 mil empresas, além da Coalizão Direitos na Rede.

No Brasil, onde o WiFi é a forma básica de conexão à internet, utilizada em 75% do tempo em que alguém está conectado, os números sugerem, além de ganho social, ganhos econômicos para o país.

"O valor econômico acumulado entre 2020 e 2030 associado à destinação de 1200 MHz na banda de 6 GHz para US$ 112,14 bilhões (cerca de R$ 570 bilhões) em contribuição para o PIB; US$ 30,03 bilhões (R$ 150 bilhões) em superávit do produtor para as empresas brasileiras; e US$ 21,19 bilhões [R$ 100 bilhões] em superávit do consumidor à população brasileira, a partir de 2021", pontua a Coalizão no documento enviado à Anatel.

Fonte: Prosper Capital, com informações Olhar Digital e Convergência Digital

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